Chuva ameaçou estragar a festa mas só trouxe emoção

Chuva ameaçou estragar a festa mas só trouxe emoção

63.º Ralicross de Lousada – Costilha recebeu abertura da época

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O Eurocircuito da Costilha em Lousada recebeu no passado fim de semana a prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy que decorreu com grande sucesso apesar da intempérie que se abateu na tarde de domingo.
A verdade é que as condições climatéricas ameaçaram estragar a festa inaugural do offroad português, mas os desportos motorizados têm uma característica muito peculiar que é a paixão dos aficionados que mesmo debaixo de uma chuva persistente, que a tempos caía com grande intensidade, mantiveram-se “firmes e hirtos” até ser cumprida a última final do dia.


Esta abnegação foi mesmo destacada pelos responsáveis da organização, por Armando Fidalgo da FPAK e pelo presidente da autarquia Pedro Machado: “é uma maravilha com um tempo péssimo como o de hoje ter tantas pessoas aqui a assistir a esta prova e isto é um sinal inequívoco do gosta, da paixão que os lousadenses têm por esta modalidade. E, espero que seja abençoada esta corrida”, disse o autarca que desejou ainda boa sorte aos pilotos locais: “Esta é uma modalidade que afirma cada vez mais Lousada e para mim é um orgulho ter aqui tantos pilotos a participar nesta prova. Espero que os pilotos, sobretudo os de Lousada, tenham boa sorte nesta prova e naquelas que aí vêm e que 2019 seja um ano de muitos sucessos para todos eles”.
Com uma pista alagada e muita lama que retirou tração às máquinas, essencialmente na joker lap, os pilotos tiveram de ter atenção redobrada para evitar ficar atolados ou embater nos muros e/ou carros dos rivais e a verdade é que alguns se podem queixar da falta de sorte, mas também é certo que todos competiram em condições iguais.


Depois de uma espera para um ligeiro arranjo ao traçado, disputou-se a primeira final do dia com os mais jovens a entrar em ação. Com apenas três miúdos em pista na Iniciação, Gonçalo Macedo (VW Polo) fez valer o seu lugar pole-position e assumiu a liderança desde o início até à bandeira de xadrez. Mais atrás André Monteiro (Toyota Corolla) ganhava a posição a Rodrigo Correia (Peugeot 205), mas este acabou por ganhar uma posição após as passagens pela joker lap.


Seguiu-se a final dos Super Buggy e a história repetiu-se. Nelson Barata que partiu da 1.ª linha ganhou desde logo uma margem confortável e liderou do princípio ao fim. Bo entanto, o piloto sofreu uma penalização de 30 segundos e caiu para o 3.º lugar. Mauro Reis, que fez uma corrida em crescendo terminou na 2.ª posição, mas acabou por ascender uma posição, tal como Paulo Godinho que foi o terceiro a cortar a meta.


Nos Supercars houve surpresa e um piloto que pela sua simpatia conquistou desde logo o público. O espanhol Arturo Cota, em Seat Leon, superiorizou-se ao Mitsubishi de Multiclima (ambos da Divisão 2) e ao Ford Focus de Joaquim Santos, o único inscrito da Divisão 1. Multiclima assumiu a liderança, após uma “escorregadela” de Joaquim Santos que quase levou o Focus a embater no muro. Mas, o espanhol, que veio dos ralis, com uma condução espetacular foi ganhando terreno e ultrapassou o rival do Mitsubishi quando este entrou na joker lap. Mas houve ainda um dado mais relevante para o triunfo de Arturo Cota, pois levou o Seat a fazer duas passagens pelo percurso mais longo do circuito na final.


Na final da Nacional 2 RM, mais uma vez a pole position foi determinante com o miúdo João Novo (Peugeot 106), que transitou da classe Iniciação, a liderar da primeira à última volta. Adão Pinto (Opel Astra) ainda rodou na 2.ª posição, mas problemas mecânicos atiraram-no para cauda do pelotão e Andreia Sousa (Peugeot 306) subiu ao lugar intermédio do pódio à frente de Nuno Génio (Opel Astra Gsi).

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