Chuva…só de erros e golos

Chuva…só de erros e golos

Erros defensivos permitiram uma confortável vantagem à equipa da casa antes do descanso

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O Rebordosa venceu o dérbi do Vale do Sousa ao bater o Lousada por 5-3. Uma vitória construída na 1.ª parte com a equipa da casa a partir para o descanso com uma vantagem de 4-1. Logo após o reatamento, o Rebordosa apontou o quinto golo e o Lousada ainda conseguiu marcar dois golos, mas a reação foi curta para contrariar o favoritismo da turma da casa.
Depois do dilúvio que se registou no norte do país no dia anterior, o apito inicial de árbitro coincidiu com o som da chuva a embater na cobertura das bancadas, mas foi apenas uma ameaça, pois o sol brilhou durante toda a partida e chuva…só de erros e golos.
Logo aos 2 minutos, Rui Miguel tirou um cruzamento da esquerda e na pequena área, o capitão Ricardo Teixeira apareceu livre de marcação e com tudo para faturar, mas o cabeceamento saiu ao lado do poste. Este foi o primeiro sinal dos vários erros de marcação cometidos pela defesa forasteira. Dez minutos depois, o Rebordosa chegou mesmo ao golo. Pedro Sousa, após cruzamento para a área, recolheu a bola ao segundo poste e depois de tirar Rui Marques da frente disparou contra a muralha de jogadores do Lousada, mas na recarga, Pinto, só teve de escolher o lado para bater Sidnei.
Dois minutos depois, o capitão da casa, com um pormenor de classe, livrou-se de Dani Nogueira junta à linha final e assistiu na pequena área Ivan, que completamente sozinho só teve de encostar para o fundo das redes.
Já refeito di duplo golpe, os lousadenses reagiram e aos 16 minutos, Elin, após assistência soberba de Almiro, entrou na área e disparou forte para uma grande defesa de Rica. No minuto seguinte, foi Miguelito a levar à linha e tentar servir na área Elin, mas mais uma vez Rica mostrou-se atento e agarrou o esférico.
A tentativa de reação dos visitantes, os da casa sempre que chegavam junto da baliza contrária criavam muito perigo. Aos 24 minutos, Sidnei ainda evitou, com uma grande defesa, a golo a Ricardo Teixeira, mas no minuto seguinte nada pode fazer quando o capitão surgiu na pequena área, completamente livre de marcação, para dar o melhor seguimento a uma assistência de Pinto.
Num jogo de parada e resposta e apesar dos três golos de desvantagem, os lousadenses não desanimaram e no lance seguinte Cleyton tenta o golo de ângulo apertado e o corte de Rui Miguel levou a bola à malha lateral. À passagem da meia-hora, Cleyton, agora na esquerda tentou servir na área Elin, mas Rica com a ponta dos dedos evitou o remate fatal ao avançado visitante. No entanto, o setor mais recuado do Lousada continuava a acumular erros e aos 34 minutos, Rui Moreira devolveu a bola a Dani Silva, mas esta bateu-lhe nas costas e permitiu a Pedro Sousa seguir isolado para a baliza e fazer o 4-0.
Na resposta a insistência do Lousada acabou por dar frutos. Elin, num lance individual, levou a melhor sobre o oponente e com um remate cruzado e violento não deu hipóteses a Rica e estreou-se a marcar com a camisola do Lousada no seu segundo jogo, primeiro a titular.


A segunda metade começou praticamente com o 5.º golo da turma da casa. Após um canto, Ricardo Fernandes apareceu ao primeiro poste a desviar de cabeça para o fundo das redes.
Apesar dos números atingiram já contornos de goleada, o Rebordosa nunca baixou o ritmo e aos 57 minutos, Ivan obrigou Sidnei a mais uma grande intervenção e na recarga Pinto atirou por cima da barra, quando tinha tudo para faturar.
Aos 66 minutos, o Lousada marcou o segundo golo, num lance que começou num canto favorável à turma de casa. Artur ganhou o esférico e lançou para a desmarcação de Cleyton que aguentou uma carga do adversário e depois de entrar na área, contornou Rica e atirou para a baliza deserta. Dois minutos depois, o juiz da partida assinalou uma falta de Tiago Vieira sobre Cleyton na área e apontou para a marca dos onze metros, uma grande penalidade convertida por Quim.
Até ao final, fruto das muitas alterações, o ritmo de jogo decaiu, mas houve ainda tempo para Sidnei fazer mais uma boa intervenção a remate frontal do Ricardo Teixeira e para Migas desperdiçar uma grande penalidade em cima do minuto 90.

Tonanha
“Poderíamos ter vencido por mais”

Um triunfo importante para a turma de Tonanha, antes da deslocação ao líder, o Aliança de Gandra, que assumiu claramente o objetivo de terminar a fase regular nos dois primeiros lugares e para isso o dérbi paredense de domingo é para vencer.
A assistir ao jogo da bancada, tal como o seu homólogo do Lousada, o treinador do Rebordosa considerou inquestionável a superioridade da sua equipa durante os 90 minutos e o resultado até poderia ser mais expressivo: “Foi uma boa partida de futebol. O resultado não merece qualquer contestação e, sinceramente, o score final não ilustra o que se passou durante o jogo, porque poderíamos ter vencido por mais”.
Sobre a reação do adversário, que até acabou por vencer na segunda parte, Tonanha, referiu que, inconscientemente os jogadores facilitaram perante a vantagem: “Acaba por ser normal. A ganhar por 4-1 ao intervalo, a equipa relaxou um bocadinho, apesar das minhas indicações em contrário ao intervalo, mas efetivamente acabámos por o fazer e o Lousada também teve mérito porque acreditou e acabou por ser premiado”.

António Carvalho
“Todos juntos vamos até ao fim”

Já António Carvalho, treinador do Lousada, lamentou os erros cometidos na fase inicial que acabaram por ser determinantes: “Sabíamos que íamos ter dificuldades. Entrámos bem no jogo, mas a partir dos 10 minutos tivemos falhas individuais, algo que tem vindo a acontecer com a nossa equipa, fruto da inexperiência de jogadores que não estão sincronizados. A equipa teve uns momentos que entrou em pânico e o Rebordosa aproveitou para marcar três golos. A partir daí reagimos, marcámos golos, mas foi curto”.
Com indefinição diretiva, o clube atravessa um momento complicado e o técnico aproveitou para deixar uma mensagem aos adeptos que até se fizeram representar em bom número no Estádio do Azevido: “Só espero que esta massa adepta não nos abandone, porque toda a gente sabe que temos ‘um osso duro de roer’, mas todos juntos vamos até ao fim e estou convencido que no final vamos atingir o objetivo que é a manutenção”.

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