Chuveiros são a causa mais provável de surto de ‘legionella´na CUF Descobertas

Chuveiros são a causa mais provável de surto de ‘legionella´na CUF Descobertas

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Os chuveiros ou as torneiras são a origem mais provável do surto de ‘legionella’ no Hospital Cuf Descobertas, em Lisboa, que infetou até ao momento seis pessoas, anunciou hoje a diretora-geral da Saúde.

Graça Freitas falava em conferência de imprensa sobre o surto que atingiu este hospital privado. Segundo a diretora-geral da Saúde, os chuveiros são a fonte mais provável do surto, ou as torneiras, embora estas sejam “menos prováveis”.

O surto no Hospital CUF Descobertas deverá ter uma menor dimensão do que o que atingiu o Hospital São Francisco Xavier, a confirmar-se que a fonte foi os chuveiros, estimou a diretora-geral da saúde.

Graça Freitas adiantou que todos os duches do Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, estão encerrados por precaução, indicando que doentes e profissionais têm de decorrer a outras formas de higienização.

A diretora-geral admitiu aos jornalistas que um surto de ‘legionella’ com origem em chuveiros tem menor dimensão do que uma com origem em torres de refrigeração, como o que aconteceu no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. Isto porque as torres de refrigeração têm uma maior capacidade de disseminar partículas infetadas que podem ser inaladas por um maior número de pessoas.

Até ao momento, há seis infetados, quatro deles foram diagnosticados durante o dia de sábado e dois foram confirmados já hoje. No total são cinco mulheres e um homem, havendo duas funcionárias, três doentes e uma acompanhante que, contudo, dormiu e tomou banho nesta unidade de saúde privada.

Apenas um dos seis casos confirmados é de um doente que apresenta várias patologias, não sendo os restantes “nem muito idosos nem muito frágeis”, disse. Os doentes são cinco mulheres e um homem e encontram-se estáveis.

A DGS recorda que as autoridades de saúde pública, em conjunto com a administração do hospital privado, já implementaram medidas para interromper a transmissão e reforçaram a vigilância ambiental e epidemiológica.

A bactéria ‘legionella’ é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.

A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

 

 

Por Lusa

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