Congresso Nacional da Economia Social reafirmou importância do setor

Congresso Nacional da Economia Social reafirmou importância do setor

A União das Mutualidades Portuguesas foi uma das entidades participantes no primeiro Congresso Nacional da Economia Social, que decorreu na terça-feira em Lisboa, contou com as presenças do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, e do Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

801
0
COMPARTILHE

O evento, que decorreu no Grande Auditório do ISCTE-IUL, reuniu membros do Governo, responsáveis das entidades da Economia Social e outras personalidades nacionais e internacionais do setor. Além de ter reafirmado o impacto económico e social da Economia Social no país e na União Europeia, o evento contou ainda com a apresentação pública da Confederação da Economia Social Portuguesa (CESP), futura entidade de cúpula do setor e cujo compromisso de criação foi assinado por oito entidades da Economia Social, entre as quais está a União das Mutualidades Portuguesas (UMP).

Na sua intervenção no painel “Presente e Futuro da Economia Social”, o presidente do Conselho de Administração da UMP, Luís Alberto Silva, recorreu aos dados oficiais e recordou que a Economia Social representa “cerca de 14 milhões de empregos remunerados nos 28 estados-membros da União Europeia e mais de 215 mil postos de trabalho diretos em Portugal, contribuindo ainda com 2.8% do Valor Acrescentado Bruto da Economia nacional. São números que falam por si em termos de criação de riqueza mas que não chegam para ilustrar a verdadeira dimensão e importância deste setor na criação de capital social, na contribuição para um desenvolvimento sustentável, na promoção de uma sociedade mais justa, mais coesa, mais equilibrada e mais solidária”, afirmou.

Representando o Movimento Mutualista português, que tem 1 milhão de associados e mais de 2.5 milhões de beneficiários no país, Luís Alberto Silva realçou as apostas estratégicas da UMP que podem ser extensíveis a todo o setor da Economia Social: a necessidade de rejuvenescimento, a aposta na inovação, o ênfase dado à Comunicação Externa, a necessidade de aumentar o conhecimento do público sobre o Mutualismo e o setor, e a importância de uma estratégia comum da Economia Social para o futuro quadro comunitário de apoios (Portugal 2030).

Sobre a nova Confederação, Luís Alberto Silva expressou o desejo de que esta entidade “permita alavancar a promoção do setor, falando a uma só voz e prosseguindo a máxima mutualista de que ‘juntos, teremos sempre muito mais força’”.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA