D. Ximenes Belo defendeu cooperação e princípio da subsidariedade numa sociedade cada...

D. Ximenes Belo defendeu cooperação e princípio da subsidariedade numa sociedade cada vez mais globalizada

Bispo Emérito pediu apoio à Câmara de Lousada, aos munícipes e à comunidade, em geral, para ajudar na reabilitação de uma escola em Timor Leste.

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D. Ximenes Belo defendeu, esta manhã, no auditório municipal de Lousada, no decorrer das XIII Jornadas Sociais, uma iniciativa da autarquia local, os princípios da subsidiariedade e da cooperação como valores fundamentais para fazer face a uma sociedade cada vez mais globalizada e em constante aceleração.

“A cooperação abrange diversas áreas, nomeadamente o desenvolvimento sustentável, comunitário, capacitação, desenvolvimento rural, segurança alimentar, saúde, educação para o desenvolvimento, educação formal, técnica, saneamento básico, melhorias de habitação, reabilitação e cooperação descentralizada”, disse, defendendo o reforço da população nas ações do desenvolvimento, contribuindo para o reforço da sociedade civil e permitindo a existência de múltiplos atores que contribuem para o combate à pobreza.

“A evolução económica e social tem sido cada vez mais rápida e intensa….Trabalhar para o bem comum é um direito e um dever de todos. Existe o bem comum da família, da escola e do grupo, do bairro e da aldeia e ninguém se pode desinteressar de dar a sua colaboração para o bem comum. A realização do bem comum constitui a razão de ser dos poderes públicos. Os governantes nacionais ou estrangeiros não existem para dominar ou privilegiar os clientes ou clientelas, mas para servir o bem comum de todos dentro do espírito de justiça e equidade”, sustentou.

O Bispo Emérito, já depois de ter realizado a sua intervenção, respondendo a uma pergunta da moderadora do debate, lançou um repto à Câmara de Lousada para que colabore na reconstrução de uma escola em Timor Leste.

“Queria pedir a colaboração da câmara municipal, dos munícipes e dos senhores párocos para uma escola que necessita de ser reabilitada. Trata-se de um edifício que foi construído em 1932, funcionou de 1933 a 1942. Aquando da ocupação nipónica, os japoneses ocuparam esta escola, fizeram dela uma cozinha e durante a ocupação da Indonésia foi utilizada como quartel dos batalhões. Em 2014, os pais, os alunos e demais comunidade reabriram este edifício para uma escola secundária geral e deram o meu nome, D. Carlos Ximenes Belo, ao estabelecimento de ensino. O problema é que esta escola não tem teto, são os habitantes que vão colocar folhas de madeira, folhas de coqueiros, de palmeiras e de bambu para servirem de mesa. Portanto, se quiserem colaborar para a reabilitação desta escola seria o primeiro passo”, afiançou.

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