Direção dos Bombeiros de Cete demite-se em bloco

Direção dos Bombeiros de Cete demite-se em bloco

1031
0
COMPARTILHE

A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cete, presidida por Paulo Pinto, demitiu-se em bloco, no sábado à noite, encontrando-se a instituição em gestão corrente pelo vice-presidente e pelo tesoureiro.
Ao Yes Notícias, o presidente demissionário afirmou que na origem desta situação esteve uma pequena divergência com o chefe do corpo ativo dos Bombeiros de Cete, Noel Ferreira, relacionada com o pagamento de horas aos voluntários na central.
Paulo Pinto revelou ter tido conhecimento da pretensão do comandante se demitir: “Não esperava esta decisão do comandante. Fui confrontado com esta situação que me foi transmitida pelo presidente da Assembleia-Geral”, disse, salientando que reuniu logo no sábado à noite, na sequência da intenção do comandante avançar com a demissão, com os elementos da sua direção, tendo optado por pedir a exoneração do cargo, tendo os demais elementos optado também por se demitirem.
Paulo Pinto esclareceu, também, que assumiu esta posição para evitar uma crise institucional como a aconteceu há cerca de dois anos que motivou que mais de vinte bombeiros da corporação entregassem os capacetes.
Além de evitar uma crise institucional, o presidente demissionário avançou, também, que quis evitar que a parte operacional e o corpo de comandos fossem afetados, uma vez que vários bombeiros graduados estariam na disposição de acompanhar a intenção do comandante.
Falando do pagamento das horas aos voluntários na central, Paulo Pinto avançou que a situação financeira da associação não permitia satisfazer essa pretensão além de que tal desiderato requereria a regularização, nomeadamente o estabelecimento de contratos e pagamentos à Segurança Social, tal como já aconteceu no passado com um voluntário que foi substituir um assalariado que se encontrava de baixa, tendo a instituição assinado um contrato a termo com esse voluntário.
“A associação não tem dinheiro para pagar essas horas”, atestou, frisando que faltou diálogo institucional e que apesar das várias tentativas para falar com o comandante, das três chamadas que lhe fez, nenhuma lhe foi retribuída.
“Não esperava esta situação do comandante”, expressou, sustentando que a direção sempre esteve ao lado dos bombeiros, assumiu as suas responsabilidades em momentos difíceis, conseguiu regularizar a situação financeira da instituição, adquirir equipamentos, viaturas e dotar a corporação das condições necessárias à sua operacionalidade.
Ao nosso jornal, Paulo Pinto expressou sentir-se magoado, fala em “ingratidão” e em “injustiça” manifestando que vai continuar a ser sócio da instituição, mas dificilmente voltará a exercer funções diretivas.
Refira-se que, entretanto, o presidente da Mesa da Assembleia Geral já convocou os associados da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cete para apresentação e votação de listas para os corpos sociais da instituição, marcando o ato eletivo para o dia 7 de julho.
Contactado pelo nosso jornal, o comandante Noel Ferreira preferiu, para já, não prestar qualquer declaração.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA