DIVISÃO DE HONRA AFP: Só o Aparecida ganhou

DIVISÃO DE HONRA AFP: Só o Aparecida ganhou

271
0
COMPARTILHE

Das três equipas do concelho de Lousada que competem na Divisão de Honra da AFP e deram o pontapé de saída em 2019/20 este domingo, só o Aparecida logrou alcançar um resultado positivo. Lousada “B” e Caíde de Rei, que também atuaram fora de portas, perderam nesta ronda de abertura.

Gens, 0 – Aparecida, 1

A jogar em casa do Gens, o Aparecida foi sempre mais dominador, nomeadamente na posse de bola, não permitindo ao adversário chegar junto da sua baliza. Por sua vez, os homens da “Vila Mítica”, criaram algumas situações de perigo. Uma por Guilherme, que já no interior da área rodou e rematou ao lado do poste e outro por Pedro Moreira que atirou à malha lateral da baliza de Moura.
Na segunda metade a toada manteve-se de um jogo típico de início de temporada. Sem grandes critérios, os homens da casa procuravam chegar ao golo em transições e com um futebol mais físico, mas Tiago teve uma tarde de pouco trabalho. As melhores oportunidades continuaram a pertencer aos visitantes. Pedro Moreira voltou a aparecer em boa posição para faturar, mas na primeira o remate saiu fraco e na segunda foi a guarda-redes a evitar o golo com uma defesa por instinto com o pé. De seguida foi a vez de Rúben chegar ligeiramente atrasado a uma assistência de Alcides que havia saído do banco minutos antes.
A insistência do Aparecida acabou por dar frutos já perto do minuto 90. Na sequência de um pontapé de canto, Moura socou a bola e na zona do penálti apareceu Nosca a desferir um remate indefensável. A vantagem poderia ainda ter sido dilatada nos minutos de compensação.
Para o técnico do Aparecida, Sérgio Magalhães, este foi um bom prenúncio para uma época que ainda agora começa: “Como decorreu o jogo e a vitória assenta-nos bem e foi mais que merecida. Uma vitória é sempre bom, mais ainda quando é a começar e fora de portas”.

Bougadense, 2 – Lousada “B”, 0

A ostentar o título de campeão da 1.ª Divisão, a equipa B do Lousada deslocou-se ao difícil terreno do Bougadense. Uma má entrada no jogo acabou por ditar a derrota dos visitantes que possibilitaram aos homens da casa chegar a uma vantagem confortável antes do intervalo. O primeiro golo ocorreu à passagem do quarto-de-hora, após uma defesa incompleta de Valdemar em que a defesa não foi rápida a aliviar o perigo e permitiu o remate fatal de Pontes.
Numa altura em que o Lousada jogava com 10 elementos (lesão do central Everton que teve de ser substituído), Pontes bisou ao concluir uma bela triangulação ofensiva.
Com as alterações efetuadas para a segunda parte, os lousadenses melhoraram e conseguiram criar várias situações de perigo. Freitas, de livre direto, viu o guardião negar-lhe o golo com uma grande defesa. João André, com um remate à meia-volta, ficou a centímetros do golo e na mais flagrante, Patrick, só com Celso pela frente, não foi capaz de acertar no alvo.
A reação do Lousada acabou por não ter efeitos práticos em termos pontuais, mas deixou o técnico João Rodrigues mais satisfeito: “Não foi de todo a entrada que nós desejávamos e o resultado deve-se, essencialmente, à má entrada no jogo. No próximo jogo, o primeiro em casa, vamos dar a resposta e passar a imagem do nosso real valor”.

Nun’Álvares, 2 – Caíde de Rei, 1

O Caíde de Rei deslocou-se a Recarei (Paredes) para defrontar o Nun’Álvares. Com um plantel jovem e renovado foi notória a dificuldade dos lousadenses no início de jogo, embora lhes tenha pertencido a primeira ocasião de golo num cabeceamento do experiente central André Santos que subiu à área contrária para a marcação de um pontapé de canto.
Contudo, a turma da casa foi sempre mais acutilante e chegou ao golo perto da meia-hora numa jogada ofensiva concluída por Paiva. Pouco depois os locais dilataram a vantagem. Tozé surgiu isolado e não teve dificuldade para bater o guardião rival com um belo chapéu.
Na segunda parte, os caidenses reagiram e acabaram por deixar uma boa imagem e chegaram mesmo a reduzir a desvantagem na sequência de uma grande penalidade convertida por Cardoso.
Com a diferença mínima no placard, os visitantes arriscaram tudo para conseguir pontuar na ronda de abertura. André Santos, que tem um bom jogo de cabeça, passou a atuar como ponta de lança, deixando o setor mais recuado mais vulnerável. Condição que foi aproveitado pelo paredenses que criaram várias situações para “matar” o jogo, tendo inclusive enviado uma bola aos ferros da baliza de Simão.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA