Especialistas em curso prático de Pé Diabético no Centro Hospitalar do Tâmega...

Especialistas em curso prático de Pé Diabético no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

A formação decorre até sábado e conta com cirurgiões de todo o país.

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Fotografia: Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

Começou esta quinta-feira e decorre até sábado, no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) a 3.ª edição para cirurgiões do Curso Prático de Pé Diabético, organizado pela equipa da Consulta Multidisciplinar do Pé Diabético do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS).

Na abertura do curso, Maria de Jesus Dantas destacou as várias edições já realizadas, referindo que “este curso, que já começa a ser um clássico, vai na sua 9.ª edição: quatro para médicos, enfermeiros, podologistas e outros profissionais da saúde, duas dirigidas a enfermeiros e três para cirurgiões.”

Refira-se que Maria de Jesus Dantas, cirurgiã do CHTS, responsável pela Consulta do Pé Diabético e pela direção do Curso Prático de Pé Diabético, recebeu o Prémio Bial Medicina Clínica 2016 pelo trabalho realizado nesta área, considerado dos mais altos galardões atribuídos na área da investigação, em Portugal.

O CHTS continua a manter a mais baixa taxa de amputações, 0,95%, sendo a média nacional de 5,5% , e “perante as metas relevantes já atingidas, é nossa obrigação refletir, colocar novos desafios e partilhar estas medidas”, concluiu a cirurgiã.

Citada em comunicado, Filipa Carneiro, diretora clínica, salientou que a diferença que este projeto multidisciplinar e interdisciplinar faz na vida das pessoas, contribuindo para uma melhor qualidade de vida, diminuindo taxas de amputação e de mortalidade precoce.

José Ribeiro, enfermeiro-diretor, destacou o “trabalho realizado por esta equipa, trabalho já premiado, a iniciativa de partilhar conhecimentos através da formação e a capacidade de aprendizagem continua para fazer sempre melhor”.

O presidente do Conselho de Administração, Carlos Alberto, destacou mais uma vez os bons resultados obtidos pela equipa da Consulta Multidisciplinar do Pé Diabético, sublinhando que “esta área continua a ser uma área relevante e em crescimento e tudo se deve à capacidade de juntar profissionais das diferentes áreas, resultando em mais e melhores cuidados aos nossos doentes”, dando como exemplo a abertura, este ano, de um polo da Consulta de Pé Diabético no Hospital de São Gonçalo, em Amarante.

Fotografia: Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

Com a duração de três dias, a formação de cariz teórico-prático, acreditada e recomendada pela Sociedade Portuguesa de Cirurgia, dirigida a cirurgiões, é realizada em parceria com o Departamento de Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Participam neste curso, como formandos, cirurgiões vindos de unidades de saúde das mais diversas localidades do país, nomeadamente Covilhã, Porto, Lisboa, Aveiro, Açores, Torres Vedras, Leiria, Amadora, Figueira da Foz, Évora, Castelo Branco, Matosinhos, Barreiro e Santa Maria da Feira.

CHTS abriu o ano passado a primeira Clínica do SNS dedicada ao Pé Diabético.

O ano passado, o CHTS inaugurou a primeira clínica integrada do pé diabético do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este projeto pioneiro é o resultado do trabalho notável realizado pela equipa da consulta multidisciplinar do pé diabético que foi criada há duas décadas.

Sendo esta a primeira clínica do SNS em ambiente Hospitalar dedicada exclusivamente aos diabéticos e doentes que sofrem de pé diabético com um espaço que compreende a consulta médica, de enfermagem, podologia com equipa de tratamento, sala de tratamentos e laboratório de suportes plantares.

O tratamento do Pé diabético é, neste momento, realizado por uma equipa multidisciplinar que procura respostas completas elaboradas em articulação com as várias especialidades, o que constitui o atual do estado da arte. Por isso, a população da área de influência do centro hospitalar tem ao seu dispor uma equipa constituída por médicos de várias especialidades, enfermeiros especializados e uma podologista, que têm capacidade técnica para a resolução de todos os casos de complicações do Pé diabético, mesmo os mais complexos.

Neste momento, são efetuadas cerca de 3500 consultas por ano, das quais perto de 800 são primeiras consultas.

Os problemas do pé são uma complicação comum da diabetes, resultando em importantes consequências médicas, sociais e económicas para os doentes, família e sociedade. São a principal causa de ocupação das camas hospitalares pelos diabéticos, consumindo uma quantidade importante de recursos de saúde e responsáveis por mais de 60% das amputações major dos membros inferiores. O CHTS tem das mais baixas taxas de amputações a nível nacional.

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