Igualdade de oportunidades…. para os jovens

Igualdade de oportunidades…. para os jovens

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A geração z vem afirmando que não sente uma verdadeira igualdade de oportunidades no que concerne à sua integração nos mais variados setores sociais. Será que tem razão?
Ora, esta é a geração que se vê envolvida num dos maiores paradoxos de sempre. Se, por um lado, é a geração com maior formação académica (cerca de 40000 alunos terminam o 1º curso do Ensino Superior, licenciatura, por ano), por outro, vêem-se confrontados com enormes entraves na entrada no mercado de trabalho. De facto, e ainda que dependa da área profissional em causa, é-nos dito que as vagas são reduzidas e devem ser dirigidas a pessoas com mais experiência. Como resultado, temos uma elevada taxa de desemprego jovem (de facto, em 2018, a taxa de desemprego, na faixa etária dos indivíduos com menos de 25 anos, era de 20,3%). Contudo, há que reconhecer uma evolução bastante positiva neste indicador, nomeadamente a partir do início de governação do executivo socialista. Ora, apesar desta dificuldade, a verdade é que a nossa geração mostra grande capacidade de adaptação e de resiliência perante as dificuldades.
É de salientar que não é apenas no acesso ao mercado de trabalho que esta atitude discriminatória se verifica. No quotidiano é facilmente percetível como a nossa geração é vista como aquela geração que nada mais faz do que navegar, ininterruptamente, pelas redes sociais e trocar mensagens pelo whatsapp. Somos vistos como uma geração fútil e materialista, simplesmente interessada na promoção da sua imagem.
Felizmente, vamos demonstrando, através das nossas ações, que esta perspetiva é completamente errónea. Demonstramos que somos uma geração que utiliza todas as funcionalidades que a world wide web nos proporciona, nomeadamente, no sentido de intervenção cívica. As redes sociais não, simplesmente, usadas como forma de lazer para marcar posições, nas mais relevantes áreas e temas sociais. A título de exemplo, saliente-se a greve realizada em prol da consciencialização para as alterações climáticas. Mas mais, a nossa geração encontra-se na vanguarda da consciencialização para os problemas de racismo, xenofobia, homofobia, discriminação de género, etc. Assim, lutamos por estas nossas convicções.
Somos uma geração qualificada, interessada e informada. Somos uma mais valia, cuja potencialidade merece ser respeitada e promovida.

Sara Castro

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