Intervenção do arranjo urbanístico e paisagístico do Outeiro permitiu criar 31...

Intervenção do arranjo urbanístico e paisagístico do Outeiro permitiu criar 31 lugares de estacionamento

Obra ascende os 200 mil euros e permitiu disponibilizar parque de estacionamento com capacidade para 31 viaturas. Presidente da Câmara de Paredes deixou alguns reparos quanto às derrapagens nas obras, ao custo final e à falta de planificação do anterior executivo.

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Foi inaugurado, esta sexta-feira, o arranjo urbanístico e paisagístico do Outeiro, em Cristelo, junto ao Centro de Saúde, intervenção que permitiu criar 31 lugares de estacionamento, numa obra orçada em 207 mil euros e que foi financiada pela Câmara de Paredes.

Além da disponibilização dos 31 lugares de estacionamento foi feita uma intervenção na envolvente ao centro de saúde, tendo sido reflorestada toda a área envolvente com espécies autóctones.

O presidente da Junta de Freguesia de Cristelo, Carlos Franclim, mostrou-se agradado com o resultado final, assumindo que a obra começou a ser idealizada em 2001, tendo contado com o contributo de vários actores e levada mais a sério em 2013, altura em que se definiu o projecto.

“A obra iniciou em 2001, o projeto propriamente dito não existia, nessa altura, tendo sido aprovado em Dezembro de 2013. Além da questão financeira, havia questões mais importantes a resolver, como a casa mortuária. O projeto do Outeiro estava sinalizado. Em 2013 metemos mãos à obra e avançamos para que isto fosse uma realidade”, disse, salientando que este espaço faz todo o sentido, sendo um local de encontro, que alia uma propriedade natural a um espaço mais prático, que é o parque de estacionamento”, disse, sustentando que a intervenção possibilitou melhorar a funcionalidade e a acessibilidade dos utentes do Centro de Saúde de Cristelo.

“É o primeiro espaço verde que a freguesia dispõe e esperamos que faça ponto para aquilo que será uma bandeira para a freguesia, não sei se comigo ou não à frente do executivo da junta de freguesia, que é a recuperação do castro que existe no Monte da Igreja, semelhante ao que existe em Penafiel e em Paços de Ferreira e que está muito mal tratado e encoberto”, expressou, salientando que a junta de freguesia está a trabalhar no sentido de o recuperar.

“Pretendemos criar essa mancha verde que partirá da Igreja, com a nova estrada que está programada e irá prolongar-se até aqui. Temos a ambição de unir este espaço, estamos em negociações com os proprietários, até à escola primária e ao Calvário, criando este corredor, esta centralidade”, assegurou, mostrando-se expectante que a obra possa ser concretizada este ou nos próximos mandatos.

“Em Dezembro de 2013 poucas pessoas acreditavam que isto era possível, mas o mais importante é que se criem condições para que a obra se faça. Se não for por mim desde que alguém a faça, fico feliz”, concretizou, relevando o trabalho do arquiteto Ricardo Bessa, do anteriores membros da Junta de Freguesia e do anterior executivo, da câmara actual, assim como dos seus colegas de Junta de Freguesia pelo empenho e determinação colocados na obra do Outeiro.

O presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, na intervenção pública que fez, reconheceu que o arranjo exterior do Outeiro deixa um marca de qualidade urbana e arquitetónica de integração paisagística e de recuperação da memória e identidade deste espaço que permitiu criar uma circulação pedonal e fazer passeios largos, além dos 31 lugares de estacionamento.

O parque integra, também, dois lugares destinados a pessoas com mobilidade condicionada.

“ O Outeiro é transformado numa área ambiental de lazer em modo de jardim de proximidade onde foram plantados carvalhos e ciprestes e vegetação autóctone. Mais importante que tudo ficamos dotados deste ponto de estacionamento”, manifestou, recordado que o investimento foi de 207 mil euros.

Alexandre Almeida realçou o empenho do arquiteto Ricardo Bessa, afirmando ter conseguido estimular a curiosidade dos utilizadores deste espaço para que não o vejam apenas como um parque de estacionamento, embora útil para utilizadores e funcionários da unidade de saúde.

O autarca  reconheceu, também, que a intervenção operou  transformações em termos de mobilidade pedonal e pediu desculpa aos profissionais do centro de saúde pelos avanços e recuos da obra.

Aos jornalistas, o autarca assumiu que esta foi uma obra difícil de executar, que derrapou em termos de execução para além do desejável e que ficou bastante cara.

“Foi uma obra difícil de executar porque a exemplo de outras  obras anteriores, o planeamento  do anterior executivo deixou muito a desejar. Esta é uma obra que foi projetada de uma forma e depois teve algumas alterações em relação ao que estava inicialmente definido. De qualquer forma o que retiro daqui, para além do arranjo urbanístico que foi feito, criou condições para ter um parque de estacionamento. Agora, não deixo de dizer que foi uma obra de valor elevado, que custou 207 mil euro mais IVA. Se tivesse sido eu a projectá-la, se calhar, tinha projetado de uma forma diferente, mas estava definida assim e tivemos que avançar para que não tivesse derrapagens maiores”, declarou, sustentando ter existido falta de auscultação das condições do terreno.

“Deve-se pensar muito bem aonde se devem fazer os parques”, afirmou.

Falando da intervenção feita no local, o arquitecto Ricardo Bessa adiantou:

“Toda esta zona estava desligada. Existia um talude que avançava quase até à imediação do Centro de Saúde, esse talude foi removido, clareamos toda a zona do centro de saúde e tornarmos o espaço circulável, promovendo estacionamento confortável tanto para os utentes como para os funcionários do centro de saúde”, disse, ressalvado que a intervenção  procurou dar forma à montanha, dar-lhe vegetação, tendo  o local sido reflorestado com espécies autóctones.

Sobre a execução dos trabalhos, o arquiteto reconheceu que foi necessário ultrapassar algumas dificuldades.

“Em termos de projeto tivemos uma dificuldade, o surgimento de uma rocha dura, mas contornamos as dificuldades e conseguimos transformá-las em potencialidades. Conseguimos  dar evidência a uma rocha que aparentemente ficaria mal. Há um centro definidor e gero criador de toda a envolvente e de toda a área, que cria linhas nos pavimentos, nas formas dos muros, que cria o escadório e o anfiteatro que vem de encontro à própria rocha e que queremos que mais cedo ou mais tarde  esteja revestida de trepadeiras, que fique verde”, acrescentou.

 

 

 

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