JS Lousada propõe criação de Forum da Juventude para o ambiente

JS Lousada propõe criação de Forum da Juventude para o ambiente

Juventude Socialista pretende envolver os jovens lousadenses num assunto que é de todos e cujos contributos são determinantes para a salvaguarda do ecossistema e do património natural.

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A JS Lousada formalizou junto do executivo da Câmara de Lousada uma sugestão para a criação de um fórum de debate, intervenção e participação nas políticas públicas de preservação ambiental.

Segundo Nuno Fernandes, líder da JS Lousada, a criação deste fórum pretende refletir sobre a importância do ambiente a salvaguarda dos recursos naturais, numa sociedade cada vez mais marcada pelas alterações climáticas.

“Considerando que as alterações climáticas são uma das maiores preocupações mundiais da juventude, a JS Lousada não pode deixar de contribuir para auxiliar o Município a prosseguir a excelente estratégia que está a levar a cabo. Não é intenção da JS Lousada politizar ou partidarizar este fórum. Pelo contrário! Este fórum deverá ter representatividade dos alunos de todos os estabelecimentos escolares de Lousada e demais interessados para que, numa perspetiva colaborativa, possam trabalhar em conjunto com o Município, associações e intervenientes locais neste tema que é fundamental para o nosso futuro”, disse.

Falando da realização do fórum, Nuno Fernandes destacou que esta proposta tem como propósito discutir a criação de algo novo envolvendo a comunidade.

“Depois de reunirmos com o secretariado concelhio e com outros militantes, chegamos à conclusão que faria sentido propormos ao Município de Lousada a criação de algo novo e que possibilitasse o debate e a participação dos jovens Lousadenses num assunto que cada vez mais é central para a juventude de todo o mundo. Basta vermos as grandes manifestações feitas na Europa e no mundo para constatarmos que a par das preocupações laborais e sociais, o ambiente começa a ficar no centro das nossas preocupações. Este é um trabalho que tem tido o rosto de milhares de jovens, entre os quais a jovem Sueca Greta Thunberg”, expressou, sustentando  que o município de Lousada tem feito  um trabalho exemplar ao nível do ambiente e salvaguarda dos seus recursos  e ecossistemas.

“Em Lousada tem sido feito um trabalho extraordinário a este nível mas como nunca estamos satisfeitos e pretendemos contribuir com ideias e iniciativas para a nossa terra, achamos importante que fosse criado este Fórum da Juventude para o Ambiente e que sirva, não para confrontos partidários – o que desde já rejeitamos – mas sim para que vários jovens de todos os pontos do concelho sejam chamados a ouvir o que está a ser feito, contribuir com soluções, novas ideias, participarem e serem também eles um veículo portador da mensagem ambiental que todos temos que promover”, concretizou, sublinhando que a JS tem sido um parceiro atuante na implementação de atividades e iniciativas que tenham como propósito a salvaguarda do património natural.

“Não será função da Juventude Socialista criar regras ou métodos de trabalho. Isso cabe ao Município na pessoa do vereador do Ambiente. Mais uma vez quero dizer que o que a JS quer é ser uma voz ativa neste e noutros aspetos para Lousada e em vez de criticar ou aplaudir, ficando estáticos e limitar-nos a ver acontecer, queremos colaborar. E atenção que não nos limitamos a sugerir iniciativas. Há vários meses temos vindo a trabalhar no terreno e a dar o exemplo. Já tivemos literalmente com mãos na terra, de sachola na mão a plantar árvores, andamos a apanhar lixo no meio do monte e nas bermas das estradas, etc. É isso que queremos demonstrar, que somos uma juventude ativa e presente”, frisou.

Quanto à criação da Paisagem Protegida do Sousa Superior, o responsável pela JS Lousada declarou que a Juventude Socialista esteve recentemente presente numa sessão de esclarecimento destinada exclusivamente a representantes dos partidos políticos e juventudes partidárias.

“Infelizmente, só nós estivemos presentes apesar de todos terem sido convidados. Mas tenho a perceção que todos acham uma excelente ideia, nomeadamente da forma como está a ser preparada. É lógico que tudo isto tem custos, tem trabalho e muitas horas despendidas, mas todos os intervenientes locais que tem participado estão muito envolvidos e agradados com tudo aquilo que tem sido apurado e muitos desconhecem a riqueza ambiental do nosso território. Julgo que este projeto poderá ser a base para que se alargue a todos os concelhos e a outros percursos hídricos”, avançou.

Questionado sobre as mais recentes notícias que dão conta de vários atentados ambientais no Rio Sousa, Nuno Fernandes, referiu que muitos desses problemas resultam de ações fora de Lousada, embora outros decorreram de problemas locais.

“Desde longa data que o rio Sousa tem sido vitima de ações resultantes da ação humana sobre o território que rodeia o rio. Muitos desses problemas resultam de ações fora de Lousada, mas outras decorrem de problemas locais. A destruição das margens e da vegetação, fundamental para garantir a boa qualidade da água e a vida aquática, as descargas inadvertidas ou negligentes, a destruição da biodiversidade por força da alteração do uso do solo, bem como a utilização de herbicidas, pesticidas e adubos químicos nas práticas agrícolas de beira rio, nomeadamente no cultivo do milho, têm sido alguns dos problemas que identificamos e que nos preocupam. É certo que a maioria destes problemas decorrem de ações inconscientes, negligentes e involuntárias, mas nem por isso são menos prejudiciais e afetam o rio. Muitos destes problemas decorrem da falta de ação fiscalizadora das entidades competentes, como é o caso do Agência Portuguesa do Ambiente e, por essa via, há que melhorar nesse aspeto”, afiançou.

Sobre esta questão, Nuno Fernandes disse ainda: “Não posso é aceitar que sendo evidente e elogiado por todos o trabalho do município na área ambiental, do acentuado investimento monetário feito, ainda existam algumas mentes muito pouco esclarecidas e se calhar toldadas por alguma necessidade de crítica política, que acham que o Município “fecha os olhos” a situações muito graves que se verificaram recentemente em Sousela no Rio Mezio. Foram inqualificáveis algumas declarações e insinuações de responsáveis políticos a este nível e só as posso lamentar, mas já estamos habituados ao estilo. Não tentam ter a certeza sobre quem são os responsáveis, quem tem obrigação legal para atuar e penalizar, mas tentam logo fazer um número político para a comunicação social acusando logo a autarquia ou sugerindo isso por outras palavras. Se há área em que o município está muito à frente de todos os outros é o ambiente e, por força das dinâmicas e das ações de envolvimento social em matéria ambiental, tem procurado inverter o rumo destas situações, denunciando-as às entidades competentes e com responsabilidades legais nestas matérias (SEPNA da GNR ou Agencia Portuguesa do Ambiente). A criação de projetos de educação ambiental como o Lousada Guarda Rios, Plantar Lousada, BioLousada, BioEscola, Gigantes Verdes ou, mais recentemente, o arranque da criação da Paisagem Protegida de âmbito local do Sousa Superior, e o respetivo processo participativo associado, têm mostrado a dinâmica cívica dos projetos ambientais, por um lado, e o crescente envolvimento e interesse das populações nestas questões prementes, por outro. Acho que todos os agentes, públicos e privados, coletiva ou individualmente se envolvam nesta causa e nesta preocupação que é comum e é um imperativo territorial. Temos de cuidar daquilo que nos pertence e a JS Lousada irá ser sempre vos ativa e presente no terreno”, acrescentou.

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