Lodares já tem nova direção para a estreia da AFP

Lodares já tem nova direção para a estreia da AFP

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Foi breve o vazio diretivo no seio da Associação Desportiva e Cultural de Lodares. Depois da demissão da direção, o presidente da Mesa da Assembleia, José Emanuel Lopes Moreira, assumiu a Comissão Administrativa num período de transição que durou pouco mais de um mês.
Os dois homens que têm liderado o projeto do futebol, Francisco Freire e Armando Vale, rapidamente encontraram uma solução e a nova direção, encabeçada por Abílio Pereira, já assumiu funções numa nova etapa da coletividade que completou recentemente 40 anos de existência (fundada em junho de 1979) e pela primeira vez vai participar nas provas da AF do Porto.
Fundada por um grupo de amigos com o principal objetivo da prática de futebol (estatutos referem mesmo que não pode estar meio ano sem esta atividade) o clube nunca esteve federado nos distritais, embora nas últimas épocas tenha estado mais ativo e conquistou mesmo alguns dos principais troféus, mais concretamente nas provas da AFALousada: dois campeonatos (2016/17 e 2017/18), uma Taça Lousadense (ganha ao Pienses) e uma Supertaça (frente ao Aveleda).

Campo está a ser alvo de obras de remodelação. Francisco Freire (Chico) está há mais de uma década no futebol do Lodares

O Lodares foi um dos clubes que esteve mesmo na origem da AFALousada, sendo um dos que participa desde a 1.ª edição, quando as provas ainda eram organizadas pelos clubes em parceria com a autarquia.
Foi um percurso sempre ascendente nestas competições que culminou com a conquista do bicampeonato e o atual vice-presidente Francisco Freire, mais conhecido como Chico, não deixou de ressalvar a importância desta associação na promoção do futebol no concelho de Lousada: “Nós, associações só vamos dar conta da AFAL quando esta não existir. Neste momento somos sete equipas nesta divisão, porque o Aveleda acabou por subir, caso contrário seríamos oito. Isto até vai parecer uma ‘mini AFAL’ e toda a gente se estruturou na AFAL, todos começaram a competir na AFAL que foi um projeto para desenvolver e divulgar o futebol em Lousada e foi onde a maioria das equipas que estão hoje na AFP se reestruturaram e reativaram a sua atividade, alguns deles com os campos abandonados e a criar ervas. Por isso o Bruno Silva pode estar satisfeito com o trabalho que desenvolveu e, com as virtudes e defeitos que ele tem, conseguiu colocar uma ‘mini AFAL’ na AFP. Fizeram um trabalho importantíssimo para a reestruturação do futebol em Lousada”.
Apesar de este ser um dos objetivos que vinha sendo delineado há vários anos, o dirigente confessou que a entrada nas competições federados acontece de forma prematura devido ao facto de o futebol sénior na AFAL, aparentemente, ter terminado: “Um dos meus maiores sonhos era ter equipas de formação na AFP e parece-me que se vai concretizar este ano. Contudo, neste momento não estávamos preparados para a AFP. Vamos entrar com a equipa sénior e duas ou três equipas jovens, ainda não está definido o número de jogadores nos escalões jovens. Atualmente temos cerca de 60 miúdos”.
E, neste momento um dos handicaps da associação é precisamente as suas instalações, nomeadamente o rectângulo de jogo que não reúne as medidas exigidas pela organização e estão a ser alvo de remodelações, sendo este o principal obejtivo para esta temporada de estreia: “Este ano é apenas competir, mais nada. Para já a meta é realizar e concluir as obras a tempo de começar a época na nossa casa, algo que certamente não vai ser possível e vamos passar ao plano B que é iniciar no Complexo Desportivo e regressar o mais rápido ao nosso campo”, disse o dirigente que apontou a questão financeira como uma das maiores dificuldades com que a associação se vai deparar, revelando que o orçamento deverá duplicar quando comparado com a participação nas provas da AFLousada.
Sobre a ambição de também vir a dispor de um sintético, o dirigente revelou que tal poderá vir a acontecer no futuro e até poderá ser num outro espaço no lugar de Sousa, junto à ETAR.

Armando Vale no oitavo ano ao leme da equipa

Equipa Técnica: José Carlos, Augusto Ribeiro, Armando Vale e Ricardo Ribeiro

A equipa será comandada pelo oitavo ano consecutivo pelo treinador Armando Vale que terminou a carreira de jogador precisamente na ADC de Lodares, depois de vários anos a competir em clubes dos distritais. Sem descurar a importância dos resultados, o técnico apontou a adaptação do plantel a uma outra realidade como o principal foco desta época de estreia na AFP: “Uma aventura nova, onde vamos fazer o melhor possível ou seja uma época condizente com os predicados do clube”. Neste primeiro ano podemos apontar para os lugares do primeiro terço da tabela, mas isso não será o mais importante. O objetivo é ter uma equipa unida que tenha prazer de treinar, que eles tenham prazer de jogar e os resultados neste momento não serão o mais importante”.
Ao seu lado Armando Vale vai ter como adjunto Augusto Ribeiro (Natural de Novelas, mas a residir na freguesia) que será uma mais-valia para o técnico pelo conhecimento que tem do futebol distrital, ele que chega depois de dois anos a treinar o Croca: “Vai ser jogo a jogo, porque isto é uma novidade para eles. É diferente o futebol a que eles estavam habituados para o que se pratica no distrital. Não quer dizer que os jogadores sejam melhores, mas o próprio jogo em si é diferente. Mesmo a questão das arbitragens e a experiência dos atletas é fulcral nestas divisões”, disse Augusto Ribeiro que vê qualidade no plantel para fazer uma boa prestação.
A equipa técnica será ainda composta por José Carlos Sousa que acompanha Armando há vários anos e ainda Ricardo Ribeiro, este especificamente para o treino dos guarda-redes.
Refira-se que o Lodares vai iniciar esta nova etapa do seu historial com a deslocação a Airães no dia 15 de setembro. Os jogos em casa serão disputados aos sábados à tarde.

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