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Mais de mil peregrinos da Paredes e de outros concelhos a caminho de Fátima

Grupos Associação Nossa Senhora dos Remédios - Obra do Bem Fazer, a Obra de Caridade ao Doente Paralítico (OCDP - Paredes) e o Rancho Regional de Paredes organizam há vários anos peregrinação até ao Santuário. Voluntários acompanham peregrinos e desempenham as mais diversas tarefas garantindo o seu conforto e bem-estar.

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Fotografia: OCDP Paredes

Mais de mil peregrinos de Paredes e de outros saíram no domingo e na segunda-feira, e estão já na estrada a caminho do Santuário de Fátima.

Entre os milhares de peregrinos que todos os anos integram os três grupos que anualmente fazem este itinerário ( Associação Nossa Senhora dos Remédios – Obra do Bem Fazer, Obra de Caridade ao Doente Paralítico (OCDP – Paredes) e Rancho Regional de Paredes que integra no seu grupo o presidente da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida.

A acompanhar os peregrinos vão, também centenas de voluntários que prestam ajuda seja no transporte dos materiais na logística, seja na entreajuda, nos cuidados médicos, e enfermagem.

António Rodrigues, ex-comandante dos Bombeiros de Penafiel, que integra o grupo da Associação Nossa Senhora dos Remédios – Obra do Bem Fazer, constituído por 455 peregrinos e 141 voluntários, o mais volumoso dos três grupos que saíram de Paredes, realçou que há cada vez mais pessoas a quererem integrar o grupo da Obra do Bem Fazer, mas as limitações e a logística não permitem a sua inscrição.

“Temos um limite de inscrições acima do qual não nos é possível aceitar mais pessoas. Ainda assim somos o grupo mais numeroso e o mais solicitado. Temos experiência e sabor acumulado e isso faz toda a diferença”, disse, sustentando que há 26 anos que colabora no apoio aos peregrinos desde o transporte das mesas e cadeiras, no transporte material necessário para servir as refeições aos peregrinos,  na distribuição de água, entre outras tarefas.

António Rodrigues destacou, também, que o grupo  é constituído por técnicos especializados que prestam apoio médico, transporta três médicos, nove enfermeiros, massagistas e terapeutas, além de uma ambulância que presta todo o apoio médico e medicamentoso que seja necessário, como tratamento das bolhas, arrefecimento muscular ou outros.

Falando das razões que o levam a fazer o trabalho de voluntariado, António Rodrigues realçou que sempre foi um apoiante da Associação Nossa Senhora dos Remédios – Obra do Bem Fazer, se revê na missão da instituição, sendo mais um elo na vasta cadeira de voluntários que colaboram com a coletividade nesta e noutras atividades.

“Faço a peregrinação a Fátima há 26 anos. Nesta altura faço mais de mil quilómetros na carrinha dos Bombeiros de Penafiel. É um trabalho desgastante mas de que me orgulho, faz-me sentir bem e me devolve ânimo e autoestima”, expressou.

O grupo da Associação Nossa Senhora dos Remédios – Obra do Bem Fazer chega esta sexta-feira ao Santuário de Fátima integrando depois as cerimónias religiosas que vão acontecer no local.

Fotografia: OCDP Paredes

Já o Padre Feliciano Garcês, um dos responsáveis da Obra de Caridade ao Doente Paralítico (OCDP – Paredes), grupo que integra 410 peregrinos e entre 70 a 100 voluntários e faz a peregrinação ao Santuário de Fátima há 42 anos, assumiu que há toda uma logística montada que é fundamental para que o peregrino faça o seu itinerário sem percalços, desde o transporte dos materiais, mesas, cadeiras, a preparação  das refeições, a distribuição e montagem dos colchões, entre outras tarefas.

“Somos uma família, existe um espírito de entreajuda, cada grupo de voluntários tem as suas funções perfeitamente definidas para que tudo esteja devidamente preparado mal termine cada etapa. Queremos que o peregrino possa usufruir do conforto possível depois do desgaste da estrada”, confirmou,

Falando dos peregrinos, Feliciano Garcês, pároco da Senhora da Boavista, declarou, ainda, que o seu perfil e a forma como as pessoas encaram a peregrinação ao Santuário de Fátima tem vindo a alterar-se ao longo dos anos.

Fotografia: OCDP Paredes

“Cada vez mais as pessoas olham para a peregrinação como uma metáfora da vida, uma oportunidade para fazerem uma introspeção e um retiro consigo próprias. Faço a peregrinação há 23 anos e verifico que há cada vez mais pessoas, em especial jovens a integrar o grupo, bem preparados, que fazem um estilo de vida saudável, melhor preparados quer do ponto de vista físico quer espiritual”, confessou, acrescentando que a peregrinação é cada vez mais vista a partir da perspectiva íntima de quem é ou foi peregrino.

A chegada a Fátima está prevista para este sábado, com os peregrinos  a integrarem depois as cerimónias religiosas, nomeadamente a via sacra e as demais que estão agendadas.

O Rancho Regional de Paredes é, também, um dos grupos que há vários anos faz o itinerário até ao Santuário de Fátima. Este ano o Rancho Regional de Paredes leva consigo 170 peregrinos e 47 voluntários.

 

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