O lado religioso das festas de Paredes

O lado religioso das festas de Paredes

A visão das festas por Vitorino Soares, padre da paróquia de Castelões de Cepeda e Madalena

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A cidade e o concelho de Paredes estão em festa desde o dia 12 deste mês, altura em que iniciaram as festividades em Honra do Divino Salvador. Além do programa de atividades seculares, o evento integra o II Encontro Vicarial de Coros, que decorreu na terça-feira, contou com a participação de 18 coros, de 19 paróquias e outras atividades ligadas à vida da comunidade e da paróquia local como o Terço Missionário, Escola de Música da Catequese e o Karaoke da Família.
Questionado sobre a vertente religiosa das Festas da Cidade e do concelho, o pároco Vitorino Soares, sacerdote de Castelões de Cepeda e de Madalena revelou que a Procissão em Honra do Divino Salvador é um dos momentos mais emblemáticos desta festividade, quer pelo volume de pessoas e fiéis que envolve quer pela visibilidade e simbolismo que tem.
“A procissão é o momento mais alto das festas, não só pela quantidade de pessoas que envolve, mas sobretudo pelo que representa em termos concelhios e eclesiais, com os andores dos 24 padroeiros”, disse, salientando que a procissão irá seguir o figurino das edições transatas com a diferença de que o lema do ano, desta vez é “Todos Discípulos Missionários”.
Falando da Procissão e do que a torna única e participada, Vitorino Soares realçou que o envolvimento das paróquias de toda a vigararia, através da participação dos andores, das cruzes paroquiais e dos estandartes paroquiais, faz desta manifestação religiosa uma das mais participadas.
“O Divino Salvador é o padroeiro da Cidade e do Concelho de Paredes. Ele é o santo dos santos, é o próprio Jesus Cristo, e por isso nele estão todos os outros santos”, adiantou, sustentando que o Divino Salvador ajuda a fazer a comunhão entre todos.
A Procissão em Honra do Divino Salvador sai da Igreja, sobe a Avenida da República, dá a volta no parque José Guilherme e regressa pela Feira de novo à Igreja e será presidida pelo Bispo Auxiliar do Porto, D. Armando Domingues.

“Não podemos separar o religioso do profano. Tudo tem o seu lugar e há lugar para tudo”

Sobre a participação nas atividades de cariz religioso e o fervor com que a comunidade adere às mesmas, o sacerdote expressou que estas acabam por ser a expressão do que se vai fazendo ao longo do ano, particularmente relacionados com a catequese, o que acaba por envolver as famílias.
Já quanto à existência de dois programas, um de caráter mais lúdico e outro mais religioso, o pároco defendeu que “a pessoa é um todo e por não podemos separar o religioso do profano. Tudo tem o seu lugar e há lugar para tudo”.
Vitorino Soares reconheceu que a renovação é o maior dos desafios que a paróquia enfrenta: “Desafios de renovação, que são desafios sempre atuais”, concretizou, avançando que nos 25 anos que presidiu à paróquia de Castelões de Cepeda e nos 20 anos na Madalena cresceu como padre, como homem, mas sobretudo como pastor: “As paróquias também fazem os pastores. Obrigado a todos que contribuíram para isso”.

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