O Rock está vivo

O Rock está vivo

Atualmente radicados em Londres, os “Louzada” vão apresentar, esta sexta-feira, no Will’s Rock Club em Lousada o seu primeiro EP

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Na próxima sexta-feira, dia 16, a partir das 22h00, o Will’s Rock Club em Lousada vai ser palco do concerto de lançamento do primeiro EP da banda rock “Louzada” que tem as suas raízes no concelho e pretende projetar a nível mundial. Formada por três jovens músicos (um lousadense, um paredense e um inglês) atualmente a residir/estudar atualmente em Inglaterra, vão apresentar as cinco músicas originais que compõem o albúm que será lançado nas plataformas digitais no próximo dia 23 de agosto.
O lousadense Pedro Cabanelas Bessa, 20 anos, é o guitarrista/vocalista da banda e cedo começou por despertar a paixão pela música em geral e pelo rock em particluar. Aos 9 anos começou a estudar guitarra clássica no Conservatório do Vale do Sousa, passando depois para o Conservatório de Música do Porto para estudar no regime integrado de música e fazer o ensino secundário especializado.
No Porto, começou com aulas especificas na Rockschool para estudar guitarra elétrica, tendo como objetivo a candidatura ao ensino superior no estrangeiro. Enquanto isso, inscreveu-se e participou em vários concursos de música, nomeadamente de guitarra clássica e participou em diversas masterclasses para aumentar a sua especialização. Neste momento, encontra-se a fazer o último ano de faculdade na Bimm London.
Estando em Inglaterra, os dois portugueses, adotaram os alter egos de Jason Payne (Pedro Bessa) e Izzy Taylor.
Aproveitando a ocasião da apresentação do álbum, estivemos à conversa com o jovem músico lousadense para melhor conhecer a banda e os projetos para o futuro.

YES: Dá-nos a conhecer a banda e como ela se formou?
PEDRO C. BESSA: A banda começou em setembro de 2017, com três membros que ainda estão presentes (eu, o Ted – baixista; e o Izzy -baterista). O que sempre almejamos foi ter uma banda dentro dos moldes dos nossos ídolos – 1 baterista, 1 baixista, uma guitarra ritmo, uma guitarra “lead” e uma voz principal. O nosso atual guitarra ritmo é um membro novo (Johnny Hail, de momento um 4.º elemento apenas a colaborar), que começou a tocar connosco há pouco tempo e veio acrescentar um som mais cru à sonoridade da banda. Penso que desde o início, sempre tivemos presente a ideia de uma formação clássica das grandes bandas de Rock, como os Aerosmith, Guns’N’Roses, etc… Daí a banda neste momento se encontrar nestes moldes.

Jason Payne (Pedro Cabanelas Bessa), Johnny Hail, Izzy Taylor (Nuno Bessa) e Ted Phipps

YES: Este é o vosso primeiro EP de originais. Caracteriza-nos as músicas nele incluidas?
PCB: Penso que com a oportunidade de gravar no lendário Rogue Studios, conseguimos criar um som único, algo que qualquer pessoa pode ouvir e identificar-nos prontamente. Procuramos sempre encontrar um equilíbrio perfeito entre as nossas influências, a nossa mensagem e adaptar a música Rock aos tempos modernos.

YES: Quais são as vossas influências musicais?
PCB: As nossas principais influências são os Alice in Chains, os Metallica, Guns N Roses, Motley Crüe, Linkin Park e Foo Fighters.

YES: Porquê Lousada para o concerto de sexta-feira?
PCB: O nome da banda é no fundo uma homenagem à terra de onde sou. Daí, querermos sempre atuar em Lousada e estar envolvidos musicalmente nesta zona. Este concerto vai ser muito especial, visto que marca a pré-venda do nosso EP, vamos ter umas T-shirt’s e merchandise de edição limitada, só para os lousadenses.

YES: De que forma os fãs podem adquirir o álbum?
PCB: Os fãs podem adquirir fisicamente o nosso álbum neste concerto de sexta. Posteriormente, o álbum será lançado no dia 23 de agosto em todas as plataformas digitais. Poderão adquiri-lo via iTunes, Apple Music, Spotify, Pandora, Deezer e fisicamente através do nosso website e da CD-Baby.

YES: Consideras que em Lousada e em Portugal, em geral, existe uma forte cultura do rock?
PCB: Sim, basta por exemplo ver que temos um bom Pub de rock como o Wills, outro bar como Sunny Side que passa todos os dias música Rock e também porque temos novas bandas a começarem a emergir como os Mudha.

YES: Ainda no seguimento da questão anterior, o rock em Portugal ainda está vivo e há mercado ou a tua decisão de ir estudar para Inglaterra teve a ver com alguma carência nessa área?
PCB: Sim, sem dúvida que o rock está vivo. Basta ver o número de pessoas que foram assistir aos AC/DC, Guns N Roses, os trabalhos de promotoras como a Everything is New que traz imensos artistas de rock a Portugal… Eu apenas fui para Inglaterra, porque quero ganhar um lugar forte na indústria da música a nível internacional e, também, porque não existem universidades que lecionem música contemporânea como rock em Portugal.

YES: Que objetivos pretendes atingir quer a nível pessoal quer ao nível da banda?
PCB: Como referi, nós queremos estabelecer a nossa banda como uma marca muito forte e respeitada internacionalmente. Pessoalmente, gostaria de crescer mais como músico e como compositor, mas em primeiro lugar, penso mais no que quero para a minha banda e é esse o meu foco… contribuir para a nossa expansão mundial que tem sido muito positiva.

YES: Considerando a atual situação da indústria musical, como pretendem divulgar e tornar rentável o vosso trabalho?
PCB: Estivemos a estudar muito o mercado da música nos últimos anos e esperamos o momento certo para começarmos a mostrar o nosso material. Vamos continuar a fazer muitos eventos especiais para angariar mais fãs, estamos a começar a tocar em sítios muitos respeitados como a 02 Academy e vamos continuar a trabalhar nesse sentido de publicitar a nossa arte e expandir a banda a novos horizontes. Temos muitas surpresas preparadas ainda para o fecho deste ano.

YES: Gostavas de deixar algum comentário adicional nesta entrevista?
PCB: Gostava de deixar uma palavra de apreço para toda a gente que me apoiou incondicionalmente a prosseguir a minha carreira na música, desde familiares a amigos e alguns professores que marcaram muito o meu percurso e me ajudaram a crescer como músico e pessoa. E, ainda um forte obrigado ao Luís Gomes, dos Alcatrão, por ter sido incansável na preparação e organização deste evento de sexta-feira.

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