Paredes precisa de si!

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No próximo dia 6 de outubro Portugal vai novamente a votos, desta feita para a Assembleia da República. Na sequência desse ato eleitoral, o partido mais votado será convidado a formar governo.
A ação do governo que agora irá terminar funções teve aspetos positivos e negativos, beneficiando de uma conjuntura internacional favorável, tais como taxas de juro historicamente baixas e os sentimentos de insegurança vividos nalguns países que connosco concorrem no que concerne ao turismo, possibilitando que este setor tenha tido um desempenho de relevo.
Paralelamente, a situação em que o país se encontrava quando tomou posse era substancialmente diferente daquele que o governo do PSD-CDS que resultara das eleições herdara, facto facilmente verificável nos dados económicos de então.
É certo que houve um aumento dos rendimentos, sobretudo das camadas populacionais que menos auferem, mas é inegável que a carga fiscal sobre as famílias e as empresas aumentou também, atingindo valores nunca antes vistos.
Assim, numa altura em que nunca se pagaram tantos impostos em Portugal creio que o grande objetivo do próximo governo deverá passar por reduzir a carga fiscal.
Mas este objetivo “macro” chamemos assim, não pode comprometer a promoção de uma menor desigualdade entre as diversas áreas geográficas do nosso território.
Em Paredes por exemplo, pese embora a enorme carga fiscal a que os paredenses estão sujeitos, pouco ou nada foi feito nestes últimos quatro anos. E estamos a falar de um dos concelhos mais carenciados da área metropolitana do Porto, com um Indicador per Capita (IpC) do poder de compra inferior a 80% da média nacional.
E desiluda-se quem pensar que o facto de termos um governo com a mesma cor partidária do executivo camarário tem beneficiado os paredenses. É só ver o que se passou no concelho na última semana em que o município se substituiu ao Estado Central e assumiu despesas que competiam a este último, adquirindo duas viaturas para doar (?) à GNR.
E assim, claro que os impostos sobre os paredenses não baixam, a taxa do IMI continua acima do prometido (o que perante o novo boom da construção até pode significar um aumento dos impostos) e a derrama municipal foi fixada na taxa máxima, o que torna o concelho menos atrativo para receber investimento.
Paredes precisa de uma redução dos impostos mas que seja acompanhada por medidas de discriminação positiva em termos de Mobilidade, reduzindo as portagens nas “ex-SCUTS” de forma a que não sejam mais caras do que as restantes autoestradas e recuperando os troços das Estradas Nacionais que passam o Concelho; Educação, recuperando as escolas EB 2/3 e Secundárias do Concelho; Ambiente, despoluindo dos rios Sousa e Ferreira e recuperando as respetivas zonas ribeirinhas; Saúde, reforçando a capacidade dos centros de saúde do Concelho de Paredes, nomeadamente, nos períodos noturnos e de fim de semana e Segurança, reforçando os meios das forças de segurança no Concelho de Paredes sem ter de se recorrer ao orçamento municipal.
É isso que PSD pretende.
Por isso Paredes precisa!

Pedro Ribeiro da Silva

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