Passe Único – Uma medida estrutural

Passe Único – Uma medida estrutural

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Fez no passado dia 21 de março um ano que se realizou a cimeira das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, em Queluz, tendo como agenda a discussão da descentralização, mobilidade e fundos comunitários.
Nessa mesmo encontro criou-se um fórum de discussão e análise das realidades locais metropolitanas, com vista à recolha de propostas e contributos para apresentar ao Governo.
Desta cimeira, surgiu a criação do passe único para transportes públicos nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, medida que até à data da sua implementação, muitas forças duvidavam da sua praticabilidade
Posta em prática, esta medida estende-se não só às áreas metropolitanas, mas também às comunidades intermunicipais, melhorando assim significativamente a vida de milhares de Portugueses. É uma revolução na maneira como encaramos o papel social da mobilidade em Portugal, não ainda suficiente para combater todas as assimetrias e desequilíbrios do território, mas tendo um papel fundamental e uniformizador das acessibilidades de toda a população metropolitana, para alem de um efeito imediato e concreto na vida das pessoas, aliado a um claro passo em frente na dimensão ecológica das nossas políticas publicas.
Ao contrário do que muitos dizem, esta não é uma medida eleitoralista, até porque todas as boas medidas, todas as decisões políticas que decidam ter consequências positivas na vida da população, aconteçam no fim ou no início da legislatura, podem ser acusados de eleitoralismo. Não existe o momento politicamente neutro para se avançar com uma medida como esta, quando se pretende dignificar o dia-a-dia das pessoas todos os momentos são certos e deste cálculo simples estão simplesmente alheias as possíveis sensibilidades da oposição.
Em concreto para os Paredenses, esta medida significa uma poupança até 81€ mensais (972€ anuais), que beneficia uma fatia muito grande da nossa população, que não será necessariamente a porção mais endinheirada dos paredenses, que utiliza os transportes públicos para se deslocar diariamente para o Porto para trabalhar e estudar.
Aliado a isto, e com a linha ferroviária que o nosso presidente de Câmara defende, teremos no futuro um concelho completamente inclusivo também ao nível da mobilidade.
Não tenho a mínima dúvida que com esta grande medida do governo do PS, aumentará o número de utilizadores de transportes públicos e por conseguinte reduzirá o número de veículos nas cidades e poderemos assim respirar um ar muito mais puro.
Acima de tudo, esta é uma medida estrutural que vem revolucionar a mobilidade do nosso país, uma medida ambiciosa porque quer incentivar à utilização dos transportes públicos e a preocupação com o meio ambiente e uma medida verdadeiramente socialista porque ajuda os portugueses a viver melhor.

Luís Garcia – JS Paredes

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