Pequenos “deputados” deixaram propostas e sugestões ao executivo municipal

Pequenos “deputados” deixaram propostas e sugestões ao executivo municipal

Ambiente e educação foram os temas que dominaram atenções dos alunos dos diferentes estabelecimentos de ensino.

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Vários alunos, representantes do primeiro ciclo de diferentes agrupamentos e escolas do município fizeram sugestões e apresentaram propostas ao executivo municipal  no âmbito da iniciativa “Pequenos Plenários, Grandes Ideias!”, num plenário especial que contou com a presença dos pais, familiares e representantes da comunidade escolar e local.

O ambiente e a educação foram as áreas que dominaram a intervenção da maioria dos pequenos “deputados” numa iniciativa que já tem tradições em Lousada e tem como objetivo promover a cidadania, dar a conhecer o espaço onde periodicamente se reúnem os deputados municipais e se discutem as propostas e os projetos mais relevantes para o concelho.

A iniciativa pretendeu, também, suscitar  a reflexão, o debate e a partilha de ideias num  evento que além do envolvimento dos alunos dos diferentes agrupamentos.

Neste plenário especial, a maioria dos representantes sugeriu ao executivo municipal a criação de salas de aula com material informático, a introdução de tablets e outros dispositivos para os alunos, a necessidade extrema de revestir os estabelecimentos com sistemas eficazes que protejam os alunos das variações de temperatura.

Outros alunos optaram por solicitar obras nos estabelecimentos de ensino, a instalação de coberturas para abrigar os alunos  em dias de chuva, a instalação de hortas e unidades de compostagem, bebedouros nas escolas assim como a aposta no ensino não regular, alterações de horários, a passagem das atividades de enriquecimento para o período da tarde, entre outros.

Pedro Ribeiro, EB da Boavista, um dos deputados que interveio nesta sessão, relevou a aposta do executivo em avançar com projetos na área da programação e robótica, defendeu a disseminação de tablets e de uma sala de aula devidamente informatizada, um balneário para os alunos tomarem banho após as aulas de educação física e salas com sistemas térmicos que permitam aos discentes estarem devidamente acomodados.

O aluno sugeriu, também, a passagem das atividades de enriquecimento para o período da tarde e a criação de alternativas ao ensino regular como forma de combater o abandono escolar.

A representante da EB de Boim relevou a aposta que o executivo tem realizado com a implementação da programação e robótica e sugeriu e defendeu a aquisição de tablets uma vez que os computadores Magalhães estão a ficar obsoletos.

Diogo Esteves, do 4.º ano da EB de Cristelos, manifestou a urgência de instalar a internet no jardim-de-infância, instalar um quadro interativo, assim como adquirir uma carrinha adaptada para os alunos com multideficiências, referindo-se, ainda, à necessidade do executivo municipal realizar obras nas piscinas interiores.

Carolina Moreira, da EB Caíde de Rei, propôs a criação de escolas profissionais e de uma universidade na vila de Lousada.

Falando da falta de sistemas térmicos que permitam aos alunos disporem de condições adequadas para se sentirem confortáveis nas salas de aula, o presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, assumiu que a autarquia tem um projeto de requalificação e eficiência energética que já está a ser implementado nalguns estabelecimentos de ensino e que vai possibilitar que os alunos se sintam confortáveis nas suas escolas.

Sobe esta questão, o autarca revelou que a prioridade do executivo está direcionada para intervir nos estabelecimentos de ensino que não foram alvo de intervenções recentes, dotando-as de melhores condições para que não haja escolas de primeira e segunda.

“A câmara fez há meia dúzia de anos atrás um investimento de cerca de 10 milhões de euros. Infelizmente o projeto deveria ter previsto uma coisa que não previu o ensombramento das janelas. O que precisamos nas escolas é de as aquecer e controlar o plano de aquecimento através do ensombramento das janelas. Temos já um projeto para esse problema”, disse assumindo que existe, escolas com salamandras, que não fazem sentido.

“Temos mais de vinte candidaturas apresentadas e eficiência energética para essas escolas. Estamos a falar no aquecimento a pellets, um sistema eficiente, limpo, económico, que prevê a mudança de caixilharias, vidros, tornando as escolas mais confortáveis para os alunos”, avançou, sustentando que a autarquia tem pensada e está a ser executada uma intervenção em vários edifícios municipais no âmbito da requalificação e eficiência energética.

O autarca reconheceu que as escolas da Ordem, Cernadelo e Covas são estabelecimentos de ensino em que a necessidade de intervenção é mais evidente.

Referindo-se à questão dos tablets e à sua disseminação pelas escolas,  Pedro Machado  declarou que a autarquia tem parcos recursos pelo que tem de definir prioridades.

“Há pouco tempo fizemos um esforço significativo na aquisição de computadores. A solução passará por manter os computadores em boas condições. Lousada tem estado à frente naquilo que é o disponibilizar de novas atividades para as escolas. É evidente que não temos tudo. Foram apresentadas novas atividades, temos que ver se são exequíveis e ter a preocupação de as aplicar em todos os estabelecimentos de ensino”, atalhou, defendendo que transferir as atividades de enriquecimento curricular para o período da tarde é difícil uma vez que já é complicado encontrar docentes para estas atividades.

“Não há ninguém que esteja disponível para dar uma aula ou duas por dia. As atividades de enriquecimento curricular são intercaladas de manhã e de tarde justamente para termos horários minimamente aceitáveis”, assegurou, anunciando que o executivo municipal irá fazer um périplo pelas escolas para se inteirar deste e de outros problemas que afetam o parque escolar.

O chefe do executivo explicou, também, que o projeto de requalificação e eficiência energética irá abranger além das escolas  os paços do concelho, a biblioteca municipal e o auditório.

Quanto ao auditório municipal, Pedro Machado avançou que a obra irá iniciar a muito curto prazo, uma intervenção de ampliação e requalificação que já está adjudicada, estando prevista a criação de um segundo patamar que vai permitir aumentar os lugares deste equipamento.

“O atual auditório começa a ser pequeno. Foi demasiado grande durante muitos anos e agora é demasiado pequeno, o que também é muito positivo e demonstra bem a evolução registada ao nível da cultura”, manifestou.

Já sobre a necessidade de aumentar as piscinas interiores sugerida por um dos alunos, o responsável pelo executivo afastou a ideia de construir uma segunda piscina, lembrando que as piscinas municipais são equipamentos que consomem mais recursos.

Além do custo para a sua construção, Pedro Machado aludiu ao custo elevado de manutenção que estes equipamentos implicam.

“A aposta tem que ser nas piscinas existentes. Foi isso que fizemos há uns anos atrás com a obra de colocação de painéis fotovoltaicos, aumentar a eficiência energética das piscinas”, confirmou, admitindo a possibilidade de Lousada vir a ter, no entanto, umas piscinas exteriores.

Sobre a criação de uma universidade no município, Pedro Machado foi perentório ao afirmar que essa não é para já uma prioridade.

“Percebo a ideia mas não me encanto com ela. É uma questão de definirmos prioridades. Basta verificar que o concelho está a meia hora do Porto. Se tivesse garantias de ter aqui uma universidade de grande qualidade, agora dizer que tenho o ensino superior só por dizer, não vale a pena. Quem sabe no futuro, mas, neste momento, não passa por aí as nossas prioridades”, asseverou.

Quanto ao ensino não regular, o chefe do executivo recordou que o executivo tem apostado na promoção do ensino profissional, esclarecendo que a autarquia adquiriu as instalações da Associação Industrial e vai fazer deste espaço um pólo dedicado à formação técnica de nível superior.

“Temos uma parceria com o Instituto Politécnico do Porto. Além dos cursos técnicos superiores vamos criar cursos mais técnicos em áreas como a mecânica, entre outras, uma vez que o mercado de trabalho tem necessidade de ter profissionais nestas áreas. Sendo certo que a câmara não pode fazer tudo o que lhe apetece, está limitada pelas competências que lhe são atribuídas pela lei teremos de fazer parcerias com outras entidades para que esses cursos venham a ser uma realidade”, acrescentou.

 

 

 

 

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