Projeto de estudantes de Lousada ReciclArte é um dos finalistas do Orçamento...

Projeto de estudantes de Lousada ReciclArte é um dos finalistas do Orçamento Participativo Jovem Portugal

Projeto tem como finalidade combater a poluição nacional de forma divertida e despertando a veia artística presente em cada jovem e foi pensado de forma atuar amplamente em pontos distintos do território nacional.

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O projeto ReciclArte, elaborado por um grupo de estudantes de Lousada, é finalista ao Orçamento Participativo Jovem Portugal 2019, processo de participação democrática destinado a jovens com idades entre os 14 e os 30 anos que podem apresentar  projetos de investimento público.

O projeto ReciclArte  tem como propósitos diminuir a poluição nacional de forma divertida, despertando a veia artística tendo sido pensado de forma atuar amplamente em pontos distintos do território nacional.

O grupo de estudantes, constituído por quatro estudantes (O Sérgio, o Nuno, o David e o Luís), no âmbito do projeto criou uma mascote a partir da recolha de lixo em várias artérias, operação que contou com vários alunos, com o lixo a ser recolhido em vários pontos da vila.

Dois estudantes são de artes do 10.º ano da Escola Secundária de Lousada, um é de Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e outro de Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Falando do projeto e como surgir a ideia de avançar com a proposta, Luís Barbosa, um dos promotores desta proposta referiu que dois elementos do grupo (David e Nuno) criaram uma obra para um trabalho de escola que consistia na cara do presidente americano Donald Trump feita em plástico e estampada num muro semelhante ao muro que se tenciona construir entre os EUA e o México.

“O trabalho foi muito aplaudido e despertou a conversa entre toda a gente que o viu, porém não tanto pela crítica política do trabalho, mas mais pelo facto de este ser feito de lixo. Aqui surgiu uma ideia de passar a importante mensagem de que o lixo é uma doença que está a matar o nosso planeta e de que é possível reduzi-lo, cativando o público através de esculturas artísticas feitas com resíduos que não parecem ter uso. Depois isto, e com a ajuda da diretora de turma do David e do Nuno, o projeto começou a desenvolver-se”, revelou.

Sobre o projeto, Luís Barbosa esclareceu que foi um processo cumulativo que começou com a ideia original do projeto.

“Assim que começamos a trabalhar no projeto, fomos desenvolvendo a mascote acrescentando e removendo certos detalhes até atingirmos a personagem final”, disse, referindo-se à criação da mascote simbolizando o grande público-alvo de toda a intervenção que o grupo pretende atingir.

“Se olharmos bem para a mascote vemos uma personagem muito arredondada em tons azuis claros, com uma expressão de felicidade na cara. A ideia era ela transmitir um ar infantil, como se fosse uma criança que ainda tem muito pela frente. Isto representa o grande público-alvo de toda a intervenção que desejamos fazer: as gerações que viverão no futuro. A sustentabilidade é uma palavra que parece esquecida nas gerações atuais, e só aqueles que irão viver no futuro se lembram dela. O aspeto afável e a própria posição da mascote (braços abertos e estendidos em frente, como quem quer abraçar) tornam-na no centro das atenções onde quer que esteja, que é um dos objetivos do projeto, atrair atenção para este assunto urgente”, assegurou.

Luís Barbosa ressalvou, também, que o objetivo do projeto passa por replicá-lo a outros estabelecimentos de ensino.

“Sim. Nós tentámos sempre manter a simplicidade do projeto para que possa ser exequível em qualquer local. Será sempre desafiante fazê-lo pois os materiais que iremos usar serão sempre diferentes. Cada escola irá recolher o seu próprio lixo o que faz com que os materiais sejam diferentes de escola para escola. Essa será sem dúvida a nossa maior dificuldade, apesar de já termos traçado algumas estratégias para contornar esse obstáculo”, avançou.

Quanto à votação final dos projetos que termina a 4 de agosto, Luís Barbosa manifestou estar otimista que a proposta recolha o máximo de votantes dada a abrangência do projeto e a sua temática.

“Estamos sem dúvida confiantes de que todas as pessoas que tomem conhecimento do projeto irão votar nele. Este projeto tem uma capacidade fenomenal de abranger um grande número de escolas e de deixar uma marca duradoura em cada estabelecimento. Para além disso, o tópico da poluição é atual e imperativo de discutir. O nosso projeto não só o aborda, como fomenta a sua discussão entre estudantes e docentes. Até mesmo em contexto de aula, poderão surgir mais frequentemente temas relacionados com a poluição e com o ambiente. Por isso, sem dúvida que estamos confiantes que o público irá compreender a importância do nosso projeto e que irá votar nele”, sustentou.

O vereador da educação da Câmara de Lousada, António Augusto, realçou o facto do Orçamento Participativo Jovem Portugal 2019 ser constituído exclusivamente por jovens de Lousada, relevando, também, o facto da autarquia fazer do ambiente  uma das suas prioridades.

“É com muito entusiasmo que vemos um grupo de jovens lousadenses a concurso, ainda para mais com um projeto numa área em que o Município tem tido um pioneirismo amplamente reconhecido. Isto diz muito sobre a qualidade da Educação e das Escolas em Lousada. Temos muita esperança que possa ser nacionalmente reconhecida”, avançou.

A votação por SMS implica o envio de mensagem escrita de telemóvel, para o número 4310, com o seguinte texto: Número do projeto [espaço] Número completo do Cartão do Cidadão (12 dígitos) [espaço] autorizo. Exemplo: 2 [espaço] 134231392ZV1 [espaço] autorizo.

A apresentação pública dos projetos vencedores será feita até 12 de agosto (Dia Internacional da Juventude).

 

 

 

 

 

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