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PS vence Europeias em Paredes pela primeira vez e PSD reforça que grande derrotado foi Alexandre Almeida

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Em Paredes, a diferença entre PS e o PSD foi de 4,21%, tendo o PS obtido 34,3% e o PSD 30,09%. Na análise aos números, ambos os partidos assumem posições divergentes. Para os socialistas paredenses o partido obteve um bom registo tendo vencido as Europeias no concelho pela primeira vez. Já para o PSD, o grande derrotado destas eleições foi Alexandre Almeida.

José Carlos Barbosa

PSD pratica o ilusionismo

José Carlos Barbosa, líder do PS Paredes admitiu que o partido conseguiu um excelente resultado.

“É certo que acompanhamos o resultado nacional, mas é importante referir que vencemos pela primeira vez as eleições europeias em Paredes. Estas eleições serviram para desmistificar a ideia que há concelhos de direita e concelhos de esquerda. O PSD local tenta passar a ideia que o concelho é “PSD ponto” e este resultado só vem provar que eles continuam a praticar o ilusionismo. As pessoas sabem no momento certo escolher o partido que está melhor preparado para responder aos seus anseios. O concelho de Paredes é de TODOS e todos os paredenses reconhecem que a mudança em Paredes foi muito positiva”, disse, referindo-se à elevada abstenção como algo que era já espiado.

“Quem como eu acompanhou de perto a campanha eleitoral cedo percebeu que os números da abstenção seriam elevados. Os ditos novos partidos usam a demagogia como arma de arremesso para captar votos e até um partido como o CDS que até há bem pouco tempo fazia parte de uma coligação que governava o país fez um campanha baseada no ataque pessoal e na difamação e o resultado está a vista de todos, tiveram umas das maiores derrotas de sempre. Os partidos têm obrigatoriamente de repensar a sua comunicação. Campanhas baseadas no ataque pessoal descredibilizam a democracia e afasta os eleitores como se viu”, atestou.

José Carlos Barbosa defendeu que as eleições de domingo podem servir de balão de ensaio para as Legislativas de outubro.

“Claro que sim, o PS sai amplamente reforçado desta eleição. Provamos que e possível por as contas públicas em ordem sem austeridade; devolvemos rendimentos, repusemos feriados; aumentamos o salário mínimo e implementamos políticas progressivas como o passe único no que diz respeito à mobilidade por exemplo, entre muitas outras medidas. No que diz respeito a Paredes posso dizer que o partido está empenhadíssimo e tem como principal objetivo vencer no concelho e acredito que mantendo o trabalho feito até ao momento. Isso irá acontecer”, declarou.

Ricardo Sousa

Tivemos mais votos do que em 2014

Ricardo Sousa, presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Paredes, em comunicado enviado ao nosso jornal, referiu que o grande derrotado destas eleições é Alexandre Almeida.

“O PSD Paredes agradece a todos os militantes e simpatizantes que se empenharam na campanha para as Eleições Europeias e agradece a confiança de tantos paredenses, que confiaram no nosso Partido para os representar na Europa. Analisados os resultados, o PSD conclui que, em Paredes, o grande derrotado é Alexandre Almeida. O presidente da Câmara, qual candidato em campanha eleitoral, fez chegar a casa dos munícipes, com dinheiro de todos os contribuintes, uma missiva com a sua fotografia em destaque, incitando ao voto. O resultado foi uma abstenção brutal, em consonância com que aconteceu no resto do país”, sustentou, reconhecendo que a votação do PSD não foi boa a nível nacional.

“Paredes, contudo, destaca-se pela positiva, sendo inclusivamente o quarto concelho no distrito do Porto onde o PSD obteve melhores resultados, fruto do trabalho desenvolvido. Ficamos aquém dos objetivos, é certo, mas também é verdade que tivemos mais votos do que em 2014: De relembrar que o PSD, nessa altura, concorreu coligado com o CDS-PP, superando o resultado do PS. Se o cenário de coligação se mantivesse, os resultados teriam sido ainda melhores do que em 2014. Por mais voltas que tentem dar, este é o único termo de comparação credível! Por isso, continuaremos a trabalhar na certeza de que, a nível autárquico, o concelho de Paredes é PSD!”, asseverou.

José Miguel Garcez

PS Paredes não está a convencer os paredenses

José Miguel Garcez, presidente do CDS Paredes, numa avaliação aos resultados, realçou que a primeira conclusão que é possível retirar deste escrutínio prende-se com a elevada taxa de abstenção. “Os portugueses parece não terem ainda interiorizado que, cada vez mais, as decisões do Parlamento Europeu são determinantes no condicionamento das políticas nacionais. Urge, portanto, colocar cada vez mais na ordem do dia toda a informação que torne clara a importância de Portugal pertencer ao espaço europeu que é, tão só, a região do mundo onde as pessoas têm mais direitos adquiridos e onde se vive melhor. Novas formas de comunicar e novas maneiras de fazer as campanhas eleitorais precisam de ser pensadas e colocadas em prática. São os direitos e garantias dos portugueses que se colocam em causa quando não votamos”, disse.

Quanto a extrapolar este escrutínio e os seus resultados para a próxima Legislativas, a realizar em outubro, o líder do CDS-PP Paredes referiu que fazer extrapolações dos resultados destas eleições para outras situações não passará de mera especulação.

“Contudo, no máximo, comparando os resultados das eleições de 2014 com as de 2019 no concelho de Paredes podemos constatar que em 2014, quando o CDS concorreu coligado com o PSD, a coligação, em Paredes venceu as eleições com 36,5% dos votos contra quase 31% do PS. Nestas eleições, de 2019, CDS e PSD concorreram separados. Se tivessem concorrido conjuntamente, como em 2014, curiosamente e ao contrário do que aconteceu no resto do país, uma coligação CDS/PSD obteria perto de 37% e continuaria a derrotar o PS que se ficou pelos 34%. Isto prova, entre outras coisas, que a vitória do PS nas últimas eleições autárquicas em Paredes não está a convencer os paredenses e, pode mesmo concluir-se que muitos já estão desiludidos com o desastre que têm sido os socialistas a (des)governar Paredes”, atestou, reiterando que desde que a atual comissão política concelhia assumiu a liderança do partido, o CDS-PP duplicou os resultados em pouco mais de um ano.

“Vamos continuar a lutar pela afirmação da direita democrática no concelho de Paredes. Sem complexos ou fingimentos. Em nome das propostas que apresentamos e do orgulho histórico que demos ao concelho de Paredes quando estivemos a gerir os destinos da autarquia. Em Paredes estamos no bom caminho. E não vamos parar”, reforçou.

Cristiano Ribeiro

Ausência de pedagogia e práticas democráticas

Já Cristiano Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, reafirmou que  os resultados da CDU são muito insatisfatórios tanto no contexto nacional como no contexto local, tendo em conta as expectativas e valor intrínseco das propostas e atividade anterior da CDU no Parlamento Europeu.

Falando da abstenção, Cristiano Ribeiro, adiantou que esta tendência tem múltiplas razões e resultam entre outras da ausência de pedagogia e praticas democráticas nas sociedades ocidentais e da distância que vai da opinião do eleitor á ação dos seus eleitos.

Sobre se é possível extrapolar os resultados das eleições de domingo para as eleições Legislativas confessou: “São eleições diferentes, mas não nego que há quem assume uma dinâmica, real ou construída, diferente”.

 

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