PSD Lousada critica executivo de se colar ao Governo ao aceitar quase...

PSD Lousada critica executivo de se colar ao Governo ao aceitar quase totalidade das competências

Presidente da Comissão Política Concelhia teme que executivo municipal possa, com esta decisão, vir a comprometer a sustentabilidade financeira do município.

741
0
COMPARTILHE

O presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Lousada, Simão Ribeiro, criticou, esta terça-feira, o executivo municipal por ter aceite a quase da totalidade das competências sem conhecer previamente o respetivo envelope financeiro e sem que  tenha auscultado a opinião dos autarcas eleitos, vereadores e demais comunidade local.

As afirmações do vereador social-democrata foram proferidas à margem de um debate sobre transferência de competências que contou com a presença Álvaro Amaro, candidato às eleições Europeias e presidente da Câmara da Guarda.

“Denunciamos esta situação num jantar em Lousada que contou com centenas de militantes e várias figuras do partido. À data alertamos para a perigosidade do presidente da Câmara de Lousada ter a postura que tem relativamente a isto porque no futuro se eventualmente Lousada vier a carecer de meios financeiros não venha dizer que a culpa é do Estado central porque não é. Lousada não se colocou numa postura negocial como deveria ter-se colocado e parece que está inclinada a aceitar tudo e um par de botas sem ter a noção de quanto é que isso vai custar”, referiu.

Simão Ribeiro esclareceu que a tomada de posição do executivo socialista foi materializada sem ouvir a comunidade, os vereadores e os presidentes de junta de freguesia, acusando a atual governação municipal de, ao tomar esta posição, querer “agradar ao Governo”.

“Não me surpreende o executivo ter tomado esta posição porque desde que faço política em Lousada o “modus operandi” deste executivo e dos anteriores, que vêm na mesma linha, foi sempre este. Recordo-me aquando da agregação de freguesias, fiz uma intervenção na Assembleia Municipal, e existem atas que o comprovam, afirmando que Lousada deveria fazer uma proposta devidamente articulada com a comunidade local e os presidentes de junta relativamente à reforma da administração local, mas o executivo não fez esse debate e depois culpou o Governo, quando deveria era culpar-se a si próprio. Nesta matéria, da descentralização de competências, não me espanta a falta de abertura para o diálogo, mas espanta-me que a vontade de agradar ao Governo seja tal ou mais preocupante ainda, a vontade cega de gerir eleitoralmente o número de famílias que acresce para a gestão municipal, nomeadamente com a aceitação de determinadas competências na área da educação, entre outras. Falamos de gerir mais pessoas, mais famílias e, portanto, falamos de mais votos. Temos que dizer isto com frontalidade. Temo que a Câmara de Lousada em vez de estar a pensar no futuro das novas gerações e da sustentabilidade do município esteja a pensar mais nas próximas eleições, de que forma pode gerir mais gente, para fazer mais política”, anuiu.

O vereador social-democrata recordou, também, que o Governo, na questão da descentralização de competências, não aproveitou o impulso conferido pelo PSD.

“O Governo perdeu uma oportunidade de descentralizar, de entregar àqueles que melhor gerem que é o poder local e os autarcas. Acontece que o Governo não quer perder poder e hoje os autarcas só com muita irresponsabilidade, no que diz respeito a um conjunto de competências, nomeadamente a da educação, poderiam aceitar de olhos fechados essas mesmas competências sem terem quantificado em primeiro lugar um referencial de quanto custa para o Estado Central a execução dessas competências e quanto possa vir a custar no futuro. Estamos a falar de um reforma que tinha tudo para ser boa e corremos o risco de colocar em causa a sustentabilidade financeira de muitos municípios para futuro”, manifestou.

 

 

 

 

 

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA