PSD Lousada questiona executivo sobre Sioux. Câmara afirma estar a acompanhar situação.

PSD Lousada questiona executivo sobre Sioux. Câmara afirma estar a acompanhar situação.

Presidente da autarquia confirmou que os direitos dos trabalhadores estão a ser acompanhados pelas entidades que têm competências em cada uma das matérias.

676
0
COMPARTILHE

O PSD Lousada, por intermédio da vereadora Sandra Silva, questionou, esta segunda-feira, na habitual reunião de câmara, o executivo municipal sobre a situação dos funcionários da Sioux Portuguesa, uma fábrica de calçado em Boim, Lousada, que se mantém há algum tempo de portas fechadas, com os trabalhadores à porta da unidade empresarial.

Além do apoio psicológico que a autarquia está a prestar aos trabalhadores (as), Sandra Silva sugeriu ser fundamental a autarquia disponibilizar apoio jurídico aos funcionários (as) desta unidade de forma a salvaguardar todos os direitos dos operários (as), tendo questionado o executivo sobre a existência de contrapartidas fiscais por parte do município, à data da fundação desta unidade de calçado, cuja empresa-mãe é alemã.

O presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, afirmou desconhecer a existência de incentivos fiscais por parte do executivo aquando da fundação desta unidade em Boim, confirmando que a autarquia foi confrontada com a decisão tomada e que apesar das várias tentativas não foi possível contactar a empresa-mãe.

“Estamos atentos ao evoluir da situação da Sioux Portuguesa, uma fábrica de calçado em Boim. Naturalmente que esta situação é sempre preocupante quando  as pessoas são confrontadas com a chaga social do desemprego. Os serviços do município estão inteiramente disponíveis para colaborar com os funcionários e com as funcionárias, quer seja no encaminhamento quer seja no eventual apoio social, quer seja naquilo que é o futuro da empresa  que já no passado se conseguiu, em situações semelhantes, dar continuidade à laboração da empresa através de outros exploradores e outros empresários. Está tudo em aberto. O município continua a acompanhar a situação na expectativa que haja aqui um desfecho a contento de todos”, disse, sustentando  que os direitos dos trabalhadores estão a ser devidamente acompanhados pelas várias entidades que têm competências em cada uma das matérias,  nomeadamente a Autoridade das Condições do Trabalho, os sindicatos, entre outros.

“A posição da autarquia é mais de retaguarda, de situações limite em que seja necessário alguma intervenção social, podermos ajudar. Não temos competência para saber se os direitos estão efetivamente ou não a ser cumpridos. Sabemos que todas as entidades estão a ter a intervenção que lhes é devida e legalmente lhes compete. A nossa posição passa, também, por conseguir um futuro mais risonho para aquela ou outra empresa. É evidente que qualquer unidade empresarial que esteja disponível suscita o interesse de outros empresários, não quer dizer que seja no mesmo ramo, noutros eventualmente. É sabido e é público que em Lousada há pouca oferta de armazéns ou instalações industriais por força da dinâmica que temos vindo a sentir nos últimos tempos e se se confirmar que é irreversível a continuidade da empresa, como tudo indica que sim, uma das soluções airosas para o problema poderá ser essa”, concretizou.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA