PSD Paredes critica atitude “discriminatória” do executivo municipal para com presidentes de...

PSD Paredes critica atitude “discriminatória” do executivo municipal para com presidentes de junta e vereadores

Convenção contou com candidato Paulo Rangel às eleições europeias que apelou à mobilização dos eleitores

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O PSD Paredes criticou, na sua I Convenção Autárquica, iniciativa que contou com a presença do candidato Paulo Rangel às eleições Europeias, a forma como o executivo municipal socialista, liderado por Alexandre Almeida, trata os autarcas e vereadores eleitos pelo PSD.

O vereador Rui Moutinho assumiu que existe mesmo uma discriminação na forma como os eleitos pelo PSD são tratados relativamente aos do PS.

“Esta é uma dificuldade que tem vindo a acentuar-se. O que tem vindo a verificar-se é que o presidente da câmara e os vereadores eleitos pelo PS que o acompanham não perceberam que não foram eleitos sozinhos. Foram eleitos com maioria, mas a câmara municipal é composto por nove membros, quatro dos quais são vereadores eleitos pelo PSD e merecem o respeito institucional e que não o tem”, disso, sustentando que o presidente da câmara municipal foi eleito para governar o concelho e todos os presidente de junta merecem o respeito independentemente de terem sido eleitos pelo partido A ou B.

O vereador social-democrata, nesta questão,  foi mais longe e defendeu mesmo que existe uma falta de cultura democrática do executivo municipal relativamente aos eleitos do PSD.

“O que acontece é que o presidente de câmara a única coisa que faz  é atribuir subsídios pelas freguesias cujos presidentes da junta de freguesia foram eleitos pelo PS, Não recebe os presidentes de junta que foram  eleitos pelo PSD. Não é só uma questão institucional, vai para além disso. Tivemos aqui o caso de um presidente que foi maltratado, desonrado na sua personalidade pessoal, quanto às questões familiares, e isso é um problema que tem-se vindo a agravar. Não há respeito institucional, há uma falta de cultura democrática. Existe uma discriminação grave. Verificamos que há quatro ou cinco freguesias que têm tido, com o orçamento municipal a suportar todas as iniciativas ignorando todas as demais, em especial as nove que foram eleitas pelo PSD. Há uma discriminação pela negativa de grande parte da população e das freguesias do município”, assumiu.

Rui Moutinho ressalvou que apesar do PSD estar na oposição tem condições para regressar ao poder.

“Não quero falar de sondagens porque estas valem o que valem. O PSD tem uma responsabilidade acrescida , foi poder 24 anos, fizemos muito trabalho no concelho., escolas, zonas industriais, vias de acesso, polidesportivos. O PSD tem que se orgulhar do que fez e o que verificamos é que apesar do atual executivo ter boas condições, capacidade de ir à banca, aceder a programas comunitários, com projectos que tínhamos apresentado e tinham sido aprovados, não tem aproveitado aquilo de bom que foi feito. Neste momento, limitam-se a cortar fitas do que fizemos atrás, a distribuir subsídios a esmo, mas com algum critério, sobretudo, para instituições onde o PS tem uma maioria ou para juntas de freguesia onde o PS é poder”, acrescentou.

Quanto às eleições Europeias e Legislativas que se realizam este ano, Rui Moutinho manifestou que o PSD tem condições para vencer já as eleições de Maio.

“Tenho uma grande crença no PSD. Sou militante no partido há muitos  anos, tenho uma cultura social-democrata que sempre me norteou. Dentro do PSD e com a liderança do Rui Rio nota-se que há seriedade, competência, não embarcamos em eleitoralismo, demagogias. Aquilo que Rui Rio tem feito é demonstrar que é uma pessoa diferente que deu mostras que está na política não para se servir, mas para servir os portugueses. Acredito que o PSD poderá surpreender já nestas eleições europeias porque temos candidatos a eurodeputados com competência, cujo cabeça de lista tem feito um trabalho notável. Sabe o que é que é ser eurodeputado contra um outro que lidera o PS que não fez nada no seu país, nem sabe o que é ser eurodeputado. Quer chegar lá para ser comissário, ou seja, anda à procura de um tacho. Sinceramente não somos um  partido de tachos. Somos um partido de pessoas que sabe o que quer”, afirmou.

O presidente da Comissão Politica Concelhia, Ricardo Sousa, mostrou-se igualmente crítico quanto  ao trabalho realizado pelo actual executivo e à forma como tem tratado os eleitos do PSD.

“Existe um bloqueio constante aos autarcas que representam as juntas de freguesia com bandeira do PSD e o PS devia pensar que não há bandeiras. Representam freguesias e populações e não bandeiras. Isso só demonstra  uma coisa, que não estavam preparados para o poder porque numa democracia devemos respeitar tudo e todos e temos de ter a grandiosidade de perceber os lugares que ocupamos. O PS criticava sucessivamente Celso Ferreira por este tipo de comportamentos e o que me apercebo é que querem  fazer mais do que o Celso fazia. Pergunto, onde existem obras lançadas pela câmara municipal em freguesias eleitas pelo PSD? Nenhumas”, expressou, sublinhando que o PSD irá apresentar a curto prazo um estudo que comprova existir discrepâncias na atribuição de subsídios a juntas de freguesia eleitas pelo PS e pelo PSD.

“Nos contratos-programa e nos subsídios que a autarquia tem atribuído às juntas e às diversas associações verificamos que existe uma discrepância entre umas e outras. Há claramente quatro ou cinco freguesias que se evidenciam pelos subsídios que recebem em relação a todas as outras do concelho. As freguesias e os cidadãos do concelho têm de ser tratados todos por igual”, adiantou, fazendo um balanço positivo da I Convenção Autárquica do PSD Paredes.

“Foi ao encontro do que pretendíamos, abrir a discussão e envolver os autarcas, permitindo que expressassem as opiniões cruzem. Por outro lado, penso que conseguimos criar laços para continuar a crescer no concelho”, confessou.

Sobre o próximo escrutínio eleitoral para as eleições europeias, Ricardo Sousa, atestou que o PSD tem melhores candidatos a nível nacional e condições favoráveis para vencer o candidato socialista.

“Paulo Rangel é melhor que Pedro Marques. Por outro lado, o que me conforta é que o Alexandre Almeida não acerta nos candidatos porque se remontarmos há uns tempos atrás ele fez campanha pelo Sócrates disse que seria o melhor candidato a primeiro-ministro e que o futuro de Portugal seria risonho com ele à frente do país e todos nós vimos onde é que isso nos levou, com consequências para o próprio concelho que pagou uma fatura cara com muitos paredenses a serem obrigados a emigrar”, assegurou, confirmando existir estudos macros que indicam que a viragem poderá acontecer mais cedo que tarde.

“Nas eleições que Manuela Ferreira Leite perdeu contra Sócrates ninguém acreditava no que ela dizia e passado ano e meio houve eleições e o país estava na bancarrota. Espero que haja discernimento e lucidez nas legislativas para o PSD voltar rapidamente ao poder. Se isso não acontecer, não demorará dois anos a o pais a passar por amplas dificuldades e o concelho de Paredes vai ser o primeiro a pagar a fatura, com consequência para a indústria do mobiliário,  afetando milhares de famílias. Em 2011/2012 tivemos problemas graves no concelho, espero que o município não volte a passar por isso”, frisou.

O candidato às europeias Paulo Rangel apelou ao voto nas eleições de Maio, na mobilização dos cidadãos, recordando que é no espaço europeu que se discutem temas e as questões mais relevantes para a vida das pessoas e dos cidadãos.

“As eleições Europeias, por regra, registam uma elevada abstenção, pelo que o partido que conseguir mobilizar o seu núcleo duro para votar é o que irá ganhar as eleições. O PSD tem condições, embora seja difícil, de vencer as eleições”, referiu.

 

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