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Rally de Portugal: “Diminuição dos apoios institucionais que a prova no norte tem sentido é um obstáculo considerável”

António Augusto Silva, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lousada

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YES: Que expetativas tem a autarquia para a edição deste ano do Rally de Portugal?
ANTÓNIO AUGUSTO SILVA: Temos sempre expectativas muito elevadas. Uma das imagens de marca da Super Especial de Lousada é o público e a forma vibrante como aplaude os pilotos. Teremos com certeza o anfiteatro repleto de pessoas, cor e entusiasmo. Um dia de festa em Lousada.

YES: Que impactos económico-financeiros e turísticos tem a prova no concelho?
AAS: Para além dos ganhos de visibilidade do concelho e da sua associação a um dos acontecimentos desportivos mais importantes a nível mundial, existem ganhos financeiros diretos a nível da restauração, hotelaria e comércio em geral. Estes ganhos não se circunscrevem ao dia do Rally mas a muitos outros dias e que decorrem do circuito receber esta prova, já que é procurado por equipas internacionais para fazerem os seus testes durante todo o ano.

YES: O regresso do WRC a Portugal só foi possível com o empenho dos municípios que têm sido parceiros determinantes no apoio ao ACP. Estudos comprovam o retorno financeiro desse investimento. No caso de Lousada essa colaboração será para manter?
AAS: Lousada teve um papel importante no regresso do Rally ao norte e continua a ser um parceiro ativo e interessado na sua manutenção, mesmo quando a diminuição de apoios institucionais nos obrigam a sermos, ainda mais, rigorosos com toda a estrutura de custos da prova. Quer o Município quer o CAL tudo fazem para termos uma organização impecável e uma moldura humana que transforma a Pista da Costilha num Estádio em dia de grande final. Desta forma criam-se condições empolgantes para os pilotos e as imagens recolhidas são uma referência para a promoção do WRC e das marcas dos automóveis nos media internacionais.

YES: Face ao interesse e candidaturas de outros países em receber a caravana do WRC, teme que Portugal posso vir a sair do circuito e consequentemente Lousada deixar de receber aquele que é um dos mais mediáticos eventos? E, que papel podem desempenhar as autarquias para que isso não venha a acontecer?
AAS: O Município e o CAL procuram fazer bem a sua parte, isto é, ter uma organização que seja um exemplo: uma Super Especial desafiante para os pilotos, muito público nas bancadas e cumprir integralmente os compromissos com o ACP. Percebemos que isto é importante para manter a prova em Lousada, é unanimemente reconhecido que o fazemos, mas sabemos também que pode ser insuficiente. Muitos outros países, com grandes mercados para as marcas e com uma capacidade financeira incomparavelmente superior a Portugal, procuram ter uma etapa do WRC e são obviamente uma ameaça. Outras regiões têm feito esforços para receberem o Rally, a diminuição dos apoios institucionais que a prova no norte tem sentido é um obstáculo considerável e é público que alguns concelhos se têm retirado da prova por razões financeiras. A contribuição individual de cada um de nós para manter o Rally em Portugal, no norte e obviamente em Lousada é assistir presencialmente ao Rally na Costilha e nos restantes troços para que a imagem da prova continue a ser de muita segurança e de cada vez mais público.

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