Rally de Portugal: “Quando as coisas estão bem não se deve mexer”

Rally de Portugal: “Quando as coisas estão bem não se deve mexer”

Jorge Simão, presidente do Clube Automóvel de Lousada

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YES: A Superespecial de Lousada é reconhecida por muitos, incluindo os pilotos, como um dos pontos altos do Mundial de Ralis. Que expetativas tem o CAL como anfitrião e responsável por essa organização?
JORGE SIMÃO: As expetativas estão como sempre elevadas, ficamos felizes pelo fato dos pilotos e equipas terem esse reconhecimento, mas para nós C.A.L. só nos traz mais responsabilidades, mas sem duvida que é um ponto alto do Rally de Portugal, isso é.

YES: Que impacto tem esta Superespecial no programa anual do clube?
JS: O impacto que dá é apenas o prestigio do clube, sabemos que durante muito tempo se fala sobre a superespecial no país e até em algumas partes do mundo, principalmente nas cumonidades portuguesas.

YES: Haverá novidades para a edição deste ano?
JS: Não há novidades, quando as coisas estão bem não se deve mexer, ou pelo menos mexer pouco.

YES: Como aficionado dos desportos motorizados, como vê o regresso do mundial de ralis ao centro do país, concretamente aos miticos troços da Serra de Arganil?
JS: O Rally de Portugal tem-se ajustado de ano para ano no sentido de fazer sempre o melhor possível, este ano vai a serra de Arganil e bem no meu entender. É uma zona do país com muita historia no desporto automóvel e seguramente que será uma mais valia para o evento.

YES: Ao contrário dos últimos anos, a Superespecial de Lousada acontece depois da passagem pelos troços do centro do país. Como vê essa alteração e que implicações/preocupações traz à organização?
JS: As implicações serão sempre as mesmas na organização, o não abrir é exaltamento como lhe respondi na pergunta anterior, os ajustes de ano a ano.

YES: Os municípios tem sido uns parceiros determinantes no apoio ao ACP. Teme que a candidatura de novos países (como a entrada do Chile e o já quase certo regresso do Japão) venha complicar a permanência do Rally de Portugal no calendário do Mundial?
JS: Em primeiro devemos fazer o nosso trabalho bem feito, para que o nosso Rally seja noticia pelas melhores razoes, e depois veremos o que isso dará, seguramente que iremos ter o Rally por muito tempo, estou convicto que se o público se portar bem não o perderemos.

YES: Nos últimos anos tem-se assistido a uma revitalização do offroad nacional, nomeadamente do Campeonato Portugal Ralicross, Kartcross e Superbuggy (PTRX). Na sua opinião a que se deve essa conquista?
JS: O trabalho quando é bem feito dá frutos, portanto aqui o empenho da FPAK dos clubes e no nosso caso até do município tem sido fundamental para esta revitalização, repare que alguns anos atrás existiam em Lousada alguns pilotos e de nome, o clube estava em alta, depois veio a fase menos boa e foram desaparecendo , agora o clube melhorou e aí estão uma camada de pilotos e bons pilotos, eu até diria que é a onda.

YES: A visibilidade que desta Superespecial poderá ser um argumento a apresentar para o tão desejado regresso do Mundial e/ou Europeu de Ralicross. E, se tem havido desenvolvimentos nesse sentido?
JS: Não vamos falar disso, até porque no meu entender o mundial vai passar por uma faze menos boa, quem dera que esteja enganado, mas o promotor no meu entender não está a seguir o melhor caminho, vamos esperar atentos e seguramente que irá aparecer a nossa oputunidade.

YES: A questão repete-se…a atual pista tem condições para receber provas internacionais da dimensão de um mundial ou há a necessidade de construir um novo traçado?
JS: A mesma pergunta a mesma resposta… não.

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