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Rating Municipal Português: PSD Paredes acusa executivo de fazer leitura enviesada do ranking

Segundo presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Paredes executivo de Alexandre Almeida limitou-se a relevar item da “Governance”esquecendo-se dos demais, fazendo uma leitura que não corresponde àquilo que se passa no concelho.

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O PSD Paredes criticou, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, realizada na sede do partido, a leitura “enviesada” feita por parte do executivo municipal, liderado por Alexandre Almeida, relativamente ao Rating Municipal Português, estudo elaborado pela Ordem dos Economistas e que foi recentemente publicado.

O presidente do PSD Paredes, Ricardo Sousa, na sua intervenção, acusou o executivo socialista de ter “enganado” mais uma vez os paredenses, ao relevar apenas o item “Governance” em que o município surge em 17.º lugar, não se referindo à classificação do concelho no que toca aos demais parâmetros que integram o estudo da Ordem dos Economistas, nomeadamente, os serviços prestados aos cidadãos, desenvolvimento económico social e sustentabilidade financeira.

Esmiuçando o ranking, o presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Paredes ressalvou que o item “Governance” é o único que não está relacionado com a gestão do município e que no estudo, elaborado por um ex-autarca do PS, fica provado que o município caiu mais de 150 lugares no que diz respeito aos serviços prestados aos cidadãos.

“Estudo demonstra que autarquia caiu mais de 150 lugares no que diz respeito aos serviços prestados aos cidadãos. Esta é a verdade! Num título em maiúsculas, pode ler-se num post no Facebook do Município “Paredes 17.º município com melhor governação do país”. Os paredenses, ao lerem tal, interpretam que o executivo de Alexandre Almeida está a governar muito bem. É esta a mensagem que o presidente e executivo querem passar. Mas, infelizmente, tal não corresponde à verdade”, disse, sublinhando que o indicador governança apenas mede a taxa de abstenção, a transparência do município, o orçamento participativo, a estabilidade política, a percentagem de votação do partido mais votado e a participação pública nas reuniões.

“Estes itens têm um peso na avaliação final de 10% apenas. O que é que estes indicadores têm a ver com a imagem de boa gestão que Alexandre Almeida quer vender aos paredenses? Nada!” questionou.

Referindo-se ao estudo e à posição do município, Ricardo Sousa foi mais longe e avançou que Paredes caiu 155 posições, de 74.º para 229.º no que diz respeito  ao parâmetro serviço prestado aos cidadãos.

“Paredes caiu 155 posições, de 74.º para 229.º no que diz respeito ao serviço prestado aos cidadãos. Mas para isto não usa o senhor presidente as redes sociais. Porquê? Porque estes resultados, presentes no mesmo estudo, não lhe interessam. Mas interessam aos paredenses, porque têm a ver com a sua vida quotidiana: os indicadores deste estudo incluem os serviços económicos, água, saneamento básico, acesso e qualidade dos transportes urbanos, apoios sociais, o nível de qualificação, os estudantes que terminam o ensino secundário, a área verde a dividir pelo número de fogos do município, cultura, desporto, número de espetadores. Isto interessa e muito aos munícipes”, sustentou, acrescentando ainda:

“Conclui-se que, no referido ranking, Paredes classificou-se no lugar 121º em 308 municípios. O item da Governação Municipal, por sinal o que tem um menor peso na avaliação final, como se pode ver pouco ou nada tem a ver com o desempenho do executivo camarário, seja ele qual for. Aliás, o ponto que melhor mede o desempenho do município, o serviço aos cidadãos, é justamente aquele em que Paredes apresenta a pior classificação, passando de 74º para 229º, o que representa uma queda de 155 lugares face a 2016! Há, por isso, muito mais a fazer por Paredes e pelos paredenses, que vai muito além da inauguração das obras do executivo anterior ou do marketing político apoiado nas medidas do Estado, como é o caso dos livros escolares e dos transportes públicos”, confirmou.

Nesta questão, Ricardo Sousa avançou, também, que os resultados que constam  do ranking evidenciam “uma regressão do concelho”.

“Estes resultados corroboram  as dificuldades que o município demonstra em honrar os compromissos futuros, no aumento do prazo de pagamento aos seus fornecedores e nas conclusões do recente estudo da Bloom Consulting, que evidencia uma regressão do concelho de Paredes. Fruto da inércia do executivo socialista, como já realçou o PSD”, atalhou, atacando, também, a estratégia seguida pelo executivo de “promover a imagem de Alexandre Almeida junto dos paredenses, mas sem que tal resulte em nada de positivo para a população”.

“O município usa as redes sociais para parabenizar o senhor presidente, a sua mãe, divulgar a sua eventual caminhada a Fátima… Ou seja, para promover a imagem de Alexandre Almeida junto dos paredenses, mas sem que tal resulte em nada de positivo para a população. As pessoas estão fartas de populismos, do rococó, das fotografias intermináveis no Facebook… tudo pago com o dinheiro dos contribuintes! Por isso, se de facto o executivo se preocupa com estudos, por favor, leia-os até ao fim e não os use para se autopromover de forma falaciosa mas para fazer uma autocrítica e definir estratégias, para melhorar a vida das pessoas!”, asseverou.

 

 

 

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