Rui Rio em Paredes

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Rui Rio foi o primeiro candidato a responder ao repto lançado pela Secção de Paredes do PSD aos candidatos à liderança nacional do partido para apresentarem as suas candidaturas junto dos militantes de Paredes.

Em boa hora o fez, já que teve a oportunidade de expor o seu projeto para o partido, numa sala cheia de militantes paredenses mas também oriundos de municípios vizinhos que se ali se deslocaram.

Reuniram-se naquele espaço militantes e simpatizantes que pretendiam demonstrar o seu apoio a Rui Rio, mas também apoiantes de outros candidatos, assim como alguns militantes que ainda não decidiram o seu sentido de voto e aproveitaram este evento para serem esclarecidos.

O sucesso do evento foi unanimemente reconhecido e isso foi importante pois são eventos que permitem aproximar os eleitores aos eleitos, numa política de proximidade que creio ser sempre de louvar.

Por outro lado, é bom verificar que apesar de ter decorrido numa noite de Inverno, à semana e num concelho do interior do distrito, mais de duzentas pessoas estiveram presentes. Isto também serve para desmistificar certas ideias centralistas que façam parece que é mais longe ir do Porto a Paredes do que de Paredes ao Porto, se é que me faço entender…

Quanto às intervenções em si, gostei de ouvir o líder do PSD Paredes Ricardo Sousa que soube aproveitar o momento para denunciar o “status quo” vigente em Paredes, um concelho “que passou de reformista a conformista”, para fazer eco da apreensão vivida no setor da indústria do mobiliário, que é certamente o mais importante no concelho, deixando por fim uma mensagem de esperança num futuro risonho que só parece ser possível com a afirmação do PSD.

No que respeita a Rui Rio, pareceu-me indisfarçável a sua satisfação por ter à sua frente uma “casa cheia”, com uma plateia heterogénea que o ouvi atentamente. Sempre fiel ao seu estilo, o que o leva afastar-se repetidamente do chamado “politicamente correto”, admitiu a existência de um divórcio entre os portugueses e o PSD (tal como dos outros partidos, de uma forma geral) e insistiu na necessidade de abrir o Partido à sociedade civil, de conseguir uma maior representatividade autárquica compatível com os pergaminhos do partido, aumentando o número de câmaras, mas sobretudo o número de vereadores eleitos. Atento à sua máxima de fazer uma política alicerçada na coragem, competência e seriedade Rui Rio defendeu uma oposição credível, construtiva e não apenas do “bota-abaixo”.

Quando se passou à fase de debate, foram muitas os comentários e questões apresentadas pelo público, a que o candidato sempre respondeu de forma clara e inequívoca. A única exceção foi, por ventura, a “million dollar question” acerca do posicionamento do PSD perante uma recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República.

Em suma, a ideia da iniciativa foi excelente, os paredenses mostraram que sabem receber, o desempenho do candidato não defraudou (bem pelo contrário) e o público presente mostrou estar com Rui Rio mas sobretudo com o PSD.

Venham os próximos candidatos.

Pedro Silva

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