Sobrosa Plogging: Um exemplo a seguir

Sobrosa Plogging: Um exemplo a seguir

Junta de freguesia promoveu plogging, ação que permite a prática de exercício físico e recolha de lixo

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A junta de freguesia de Sobrosa organizou, na manhã do passado sábado, uma peculiar atividade denominada de “Sobrosa Plogging”, onde os participantes além de promoverem a saúde com uma caminhada, contribuíram também para a limpeza da Serra de S. Tiago.
Uma iniciativa que de acordo com a organização serviu essencialmente de sensibilização e consciencialização que deveria ser replicada noutras localidades e por outros agentes.
“Fomos alertados por algumas pessoas que aqui faziam caminhadas e viemos cá ver e deparámo-nos com um problema com uma dimensão gigantesca. O importante não é só limpar, é também sensibilizar para que não volte a acontecer”, disse Ricardo Silva da junta de freguesia de Sobrosa.


Em véspera da festa de S. Tiago, esta é uma serra que confronta com quatro freguesias de dois concelhos (Ferreira, Beire, Louredo e Sobrosa) e esta ação serviu, também, para dar uma “cara lavada” à serra para receber os visitantes das festividades, mas “não é numa manhã que se vai resolver o problema todo, mas estamos muito contentes, principalmente com a adesão das associações”, disse Ricardo Silva que revelou haver ainda muito trabalho pela frente, mas acima de tudo “terá de haver mais vigilância”.
Na zona onde se concentrou esta primeira ação de recolha de lixo encontrava-se, em tempos, um estaleiro das obras da construção da A41, e é nesse espaço que agora muitas empresas aproveitam para fazer descargas ilegais. Muitos desses produtos são tóxicos, como amianto, fibro-cimento e resíduos de polimento, que podem contaminar as conhecidas águas da Serra de S. Tago, como referiu Ricardo Silva: “Temos aqui perto um poço que fornece águas para dois fontenários e este, além de ser um problema com impacto visual, tem também um grande impacto ambiental”.
Entre o lixo recolhido, quer doméstico quer industrial, encontrava-se muita documentação com a qual será possível identificar os prevaricadores. “Já apareceu muita documentação, principalmente da indústria automóvel, desde guias de reparação, inspeções, folhas de serviço e auto de finanças. Já é um ato pouco inteligente deitar lixo aqui, com documentação menos inteligente é”, confirmou Ricardo Silva.


Contudo, e segundo foi possível perceber, as autoridades só podem intervir em flagrante delito, algo que não impede o executivo da junta de tomar medidas, como avançou o presidente Américo Castro: “Vamos dar sempre o conhecimento às autoridades, mas quanto a esses nomes que apanhámos aí, vamos fazer um telefonema direto e alertar para não o fazer daqui para a frente, porque vamos estar atentos. Esta iniciativa serviu, essencialmente, para sensibilizar a população de Sobrosa e arredores. Temos aqui lixo de toda a qualidade e feitio, com meses e com anos, algum que não vai dar sequer para reciclagem”.
Este local deverá ser alvo de mais duas intervenções ainda este Verão, como esclareceu Américo Castro, mas as mesmas terão de ser feitas com máquinas, pois nesta fase estão também a fazer a separação do diferenciado lixo, havendo ainda a questão do amianto que terá de ser removido pelas autoridades competentes.
Sobrosa é pois um exemplo a seguir com uma ação que deverá ser replicada por outros agentes.

Mais fotos da iniciativa no facebook

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