Treinador lousadense entre os “tubarões” nacionais do futebol

Treinador lousadense entre os “tubarões” nacionais do futebol

Marco Paiva, de 31 anos, recebeu o prémio «José Maria Pedroto» atribuído pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol

531
0
COMPARTILHE

José Mourinho, Jorge Jesus, Leonardo Jardim e Nuno Espírito Santo foram alguns dos premiados, mas, entre eles, Marco Paiva também foi chamado. O jovem treinador de 31 anos é natural de Lousada e recebeu o prémio «José Maria Pedroto» atribuído pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol. O galardão foi conquistado na categoria de Treinador de Formação e corresponde à época 2016/2017, temporada em que Marco Paiva orientava a equipa de Sub-15 do Futebol Clube Paços de Ferreira. Um prémio conquistado pela passagem à 3.ª Fase de Apuramento do Campeão Nacional do escalão e que tem um grande simbolismo para o técnico lousadense: “É um orgulho muito grande receber este prémio e, para mim, significa muito. Sou daqueles que dou muito valor ao reconhecimento que devemos ter das ações que praticamos. Não é preciso um prémio, muitas vezes, uma palavra chega, mas vivemos numa sociedade onde parece que as pessoas têm problemas em reconhecer os feitos e as coisas boas que se fazem. Receber esta distinção por parte da ANTF é algo que vou guardar e recordar com muito gosto.” O reconhecimento ganha outro simbolismo quando surge numa cerimónia onde também foram distinguidos grandes nomes de treinadores de futebol: “É muito gratificante. Para além do sentimento de felicidade por ser premiado, é quase um afinal também existo. É bom ver que, por um motivo ou outro, algum dia fomos lembrados ao lado de todas estas pessoas que estão num mundo à parte, longe da nossa realidade e na qual um dia gostaríamos de estar.”


O prémio recebido, em Palmela, numa cerimónia organizada pela ANTF é o reconhecimento numa carreira que já conta com 10 anos de experiência. Como a maior parte dos treinadores, Marco Paiva começou o percurso no futebol enquanto jogador até à época 2008/09, altura em que foi convidado a ingressar no clube do concelho, a Associação Desportiva de Lousada. Além do clube lousadense, conta já com passagens pelo F. C. Lixa e U. S. C. Paredes, mas é no F.C. Paços de Ferreira que tem passado a maior parte da sua carreira. São já sete anos, num percurso, que reconhece, de grande evolução: “Evolui muitíssimo. Penso que todos podemos aprender e evoluir sempre. Eu procuro ter sempre essa disponibilidade, procuro ver, ouvir, ler, analisar, estudar quase diariamente. Faço muito uma autocrítica ao meu trabalho e coloco-me, muitas vezes, no lugar dos outros, quer daqueles com quem trabalho e que têm que lidar com as minhas ações, quer no lugar de outros em situações que eles passam.” Para o jovem técnico, o progresso é notório e reconhece que se apercebe disso mesmo em algumas situações: “Uma situação engraçada é quando encontro atletas dos meus primeiros anos enquanto treinador e conversamos sobre exercícios de treino e situações de jogo. Nessas alturas, dou por mim a pensar que, se fosse hoje já não fazia nada daquilo, porque não faz sentido aos meus olhos na atualidade.”


Falar de evolução enquanto profissional leva-nos a abordar a evolução ao nível da carreira, mas, neste campo, Marco Paiva não tem dúvidas: “Treinar formação é algo que me realiza plenamente, mas é este tipo de formação, a formação “recreação” (no sentido de ter atletas pura e simplesmente para praticar futebol). Na formação “mini-séniores” (sem qualquer lógica de desenvolvimento dos atletas) penso que seria uma área onde já teria muitas dificuldades em me enquadrar e em sentir-me realizado.” Já, sobre a possibilidade de chegar a uma equipa sénior, o treinador lousadense defende: “Foi algo que fui tendo no pensamento inicialmente, mas que, ao longo do tempo, fui perdendo aquela pressa que às vezes existe. Gostava de um dia experimentar, pela curiosidade de ver como as ideias que tenho, principalmente, ao nível do treino eram exequíveis com níveis de rendimento elevado. Além disso, o treinador de formação raramente é reconhecido, valorizado e recompensado, tornando-se quase um imperativo entrar no futebol sénior para poder estar com maior disponibilidade ligada ao futebol e ser reconhecido pela competência do seu trabalho.”
A tranquilidade para falar do futuro mantém-se quando o assunto passa para a próxima época. Para já, ainda não há definições certo é que, no futuro, Marco Paiva promete continuar a trabalhar para voltar a estar no mesmo palco que os “tubarões” nacionais do futebol português.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA