Vereadora do turismo de Lousada defende que Festival Vila tem de ser...

Vereadora do turismo de Lousada defende que Festival Vila tem de ser sustentável

Autarca assume que festival é já uma referência no universo dos micro-festivais e que edição deste ano prima pela diversidade cultural, a aposta em diferentes estilos musicais, com o certame a abranger as famílias do concelho.

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Fotografia: Câmara de Lousada

A vereadora do turismo da Câmara de Lousada, Cristina Moreira, defendeu que o Festival Vila, que decorre de 28 a 30 deste mês um dos maiores micro-festivais no Norte e do país, tem de ser cada vez mais sustentável, envolver atores culturais, aproveitando as instituições musicais existentes e atrair novos agentes económicos.

“Pretendemos diminuir os encargos com o festival envolvendo instituições como a Associação de Cultura Musical que é já uma referência no território e na região, responsável pela formação cultural de inúmeros jovens, mas também  os agentes económicos locais que apesar de alguns contributos estão ainda um pouco arredados do evento. Por outro lado, queremos aproveitar o talentos e a matéria-prima de qualidade que existe  no concelho em diferentes áreas artísticas e estilos musicais implementando durante o mês de junho atividades culturais que promovam  o que é local e tragam ao concelho grupos que queiram acrescentar valor ao festival e estejam na disponibilidade de ajudar  os nossos executantes a crescer mais técnica e culturalmente. Temos de fazer de Lousada uma incubadora das industriais criativas sobretudo no que diz respeito à música”, disse.

Em vésperas de iniciar mais uma edição do Vila, a autarca realçou a importância dos bares estarem associados ao festival, ajudando a divulgar este evento e a fomentar os muitos talentos que o território dispõe e que necessitam apenas de um veiculo para mostrarem os seus trabalhos.

“Os bares e a noite de Lousada assumem uma importância acrescida para este tipo de eventos, têm um público muito específico e como acontece noutros eventos, a câmara tem desenvolvido esforços e estratégias com os bares da vila no sentido de promover o festival. Queremos, com a ajuda de todos os atores  a agentes da restauração tornar a noite mais rica e mais diversificada em termos culturais, atraindo novos públicos”, constatou.

A responsável pela pasta do turismo ressalvou que o executivo municipal tem, também, feito um esforço  no sentido de promover as industriais criativas e apostar no setor criativo.

“Na área das indústrias criativas tem de ser o poder público a dar os primeiros passos. É um trabalho demorado, requer um forte investimento, mas com o tempo iremos ter em Lousada um festival com maior participação dos privados e das empresas. Julgo que os agentes económicos locais não têm ainda uma noção clara dos dividendos e dos contributos financeiros que podem usufruir de um festival como o Vila e de todos os eventos que decorrem durante o mês de junho”, frisou, sustentando que os jovens do município são um ativo que deve ser aproveitado.

“Os agentes locais têm de perceber o valor que os jovens têm para o concelho, pois só assim é possível fixá-los no território, contribuir para que Lousada seja o concelho mais jovem da Europa, dar-lhes oportunidades de fazer o que gostam e permitir-lhes fixarem-se no território e contribuírem para fazer de Lousada um concelho cada vez mais próspero e sustentável. Estamos a formar ativos. Somos uma referência na música e no teatro, na arte urbana estamos a dar passos significativos pelo que importa continuar com a estratégia e o percurso traçados”, acrescentou.

Falando do cartaz do festival Vila, Cristina Moreira destacou que a aposta foi na diversificação dos grupos, tendo em conta a diversidade de públicos-alvo do certame.

“Este ano fizemos um cartaz diversificado com a preocupação de chegar a diferentes públicos e registos musicais. O festival vai contar com nomes como a Blaya, os Mastiksoul, nomes conhecidos do público jovem, David Carreira que é igualmente um músico conhecido, já para um público diferente. A pensar na família e nos mais novos, a organização convidou o amigo Pedro e a Criançada, um artista que é quase da terra, estudou no Conservatório do Vale do Sousa e que tem em Lousada a oportunidade de fazer um grande espetáculo”, concretizou.

 

 

 

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